terça-feira, 2 de agosto de 2011

WALLID FALA SOBRE A 30º EDIÇÃO DO JUNGLE FIGHT

Reportagem Eduardo Ferreira
Foto Eduardo Ferreira

O Jungle Fight alcançou a incrível marca de trinta edições no último sábado, em Belém do Pará, e o responsável por isso é o ex-lutador e promotor do evento, Wallid Ismail.

Após o sucesso de mais um show, em entrevista exclusiva à TATAME, o manauara exaltou a principal luta do card, entre Francisco Massaranduba e Adriano Martins, deu detalhes das próximas edições, e adiantou que o sistema de Grand Prix será mantido.

“Eu estou feliz demais. Estou na terra do MMA, o Pará. Impressionante, os guerreiros saíram na porrada e só tivemos grandes lutas. O resultado foi positivo, todo mundo adorou, os caras lutam para cima mesmo”.

Com a agenda lotada até o fim do ano que vem, o Jungle Fight, como é de praxe, vai rodar os quatro cantos do país. A próxima cidade a abrigá-lo será Itu, em São Paulo, no próximo dia 20, que terá a final do GP, entre Marcelo Guimarães e Lucas Rota.

Ninguém nunca fez trinta edições no Brasil. Como foi essa emoção?

Agora estou mais tranquilo. Você sabe que eu fico que nem um doido (risos). Mas eu estou feliz demais. Estou na terra do MMA, o Pará. Impressionante, os guerreiros saíram na porrada e só tivemos grandes lutas. O resultado foi positivo, todo mundo adorou, os caras lutam para cima mesmo. Sempre a luta de cinturão é mais travada, ninguém quer perder, mas a realidade é a seguinte: tem que ir para cima. Não pode reclamar quem anda muito para trás. Lutador tem que ir para cima, arriscar.

Ninguém fica satisfeito com a decisão porque é muito equilibrado... Foi assim com o Sérgio Jr. e o Edilberto Crocotá, depois foi o Moicano com o Iliarde e agora essa luta entre o Adriano e o Massaranduba... Os juízes tiveram bastante trabalho, não é?

É loucura. Eu já falo: eu não me meto com os juízes. Tem lá o corpo de jurados, mas é uma loucura. Eu sou imparcial, fico lá e não quero nem ver porque eu sei que é bronca. Como presidente, tenho que ficar fora disso, ser totalmente imparcial, mas é difícil julgar. Mas eu acho que todos os resultados foram justos, porque eles ganharam por terem ido para cima. O Adriano é da minha terra, mas ele tinha que ter ido para cima. Ou vai ou racha. Eu acho que o cara não pode querer ficar fazendo tática. É luta de título, então vai para cima. E o Massaranduba foi para cima 90% da luta. Quem ganha? Quem vai para cima. Agora, esse garoto (Paulo Henrique) novo que ganhou do Norman Carlton, o Lyoto veio para mim e falou: ‘Wallid, esse vai ser o novo fenômeno’.

E em relação as próximas edições?

Tem Jungle Fight dia 20 (de agosto), em Itu, com Marcelo Guimarães e Lucas Rota (na final do GP). É para arrebentar. Nós temos outras grandes lutas. E depois, 10 de setembro, em São Paulo. Imagina essa final, Iliarde Santos e John Lineker. Essa é uma luta para qualquer evento no mundo. Eu fico só feliz pelo Jungle Fight. O que o faz o maior evento da América Latina é isso: você fazer o evento já programado, nós já estamos programados até o final de 2012, e você ter grandes lutadores.

Uma coisa que eu quero deixar bem clara: o Jungle Fight nasceu para trazer e fazer os novos lutadores. Esses caras saem dos grandes eventos e eu não contrato. Eu contrato quem vai para o Ultimate, e não quem sai do Ultimate ou é demitido. E eu vou procurar manter essa política. Esse gringo, que enfrentou o Paulo Henrique, sete a zero (sete vitórias e nenhuma derrota). Quem diz que esse gringo não é duro? É um gringo top de linha, então eu fico feliz em poder trazer o que há de melhor e o Jungle é o que há de melhor. É o maior evento da América Latina não por acaso. Vamos arrebentar muito mais. Isso é só o começo.

E para as próximas edições, vai manter o mesmo esquema de GP?

Será sempre GP agora. Por isso que eu digo: quem escolhe luta, não luta no Jungle. Quem tem professor que faz evento, não luta o Jungle porque só tem moleza. No Jungle só tem parada dura, é tempo ruim o tempo todo. Uma coisa que as pessoas têm que entender é que saiu de Belém do Pará Lyoto Machida e Iuri Marajó. Saiu de Brasília o Paulo Thiago e o Massaranduba... Saiu de Manaus o José Aldo, que teve passagem no Jungle. Saiu do sul o Fabrício Werdum... Parece que um lutador de cada time foi para fora. Por quê? Eu pego os lutadores de todos os times, não tem moleza.

Acho que não tem nenhum, no máximo dois, do mesmo time que foram para fora. É interessante isso. Teve o Rani Yahya, que saiu do Jungle, o Fredson Paixão... Tem lutadores de todo o Brasil que saíram do Jungle, então eu só posso ficar feliz por essa imparcialidade, por essa credibilidade, pois nós levamos os melhores lutadores para o mundo. Queria agradecer a todo mundo. Não é o maior evento da América Latina por acaso. As pessoas têm que entender. Você que está em casa, você que está lendo essa matéria: é período de férias. Vem todo mundo para Salinas, para as praias e a casa estava lotada, mesmo cobrando ingresso.

Há muito tempo você não cobrava ingressos...

É, cobramos ingressos. Eu prometi até o final de 2010 e até estendi um pouco. Agora tem cidades que eu cobro, tem cidades que não. O que eu quero é profissionalizar o esporte cada vez mais. Essa marca é valiosa, forte. O mais importante hoje é o Jungle Fight.
Tatame

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