segunda-feira, 16 de abril de 2012

POTIGUAR TIBAU EM ENTREVISTA A TATAME

Sem lutar desde novembro do ano passado, quando quebrou sua mão na sua vitória diante de Rafael dos Anjos, Gleison Tibau está próximo de retornar ao octógono, quando vai enfrentar o russo Khabib Nurmagomedov, em julho. Em entrevista à TATAME, o brasileiro confidenciou como está sua preparação em sua terra natal e a expectativa de voltar aos eventos. Além disso, o peso leve demonstrou vontade de acabar com a invencibilidade do seu oponente, que já dura 17 combates.

Você tem uma pedreira pela frente no UFC. Como está a expectativa para essa luta?

Estou bem focado. 2011 foi um ano muito bom pra mim, tive três vitórias, e pego agora um russo, que é perigoso, tem sempre que ficar com cuidado. É um lutador invicto. Estou bastante empolgado. Vai ser uma honra tirar essa invencibilidade.

Você já começou a apertar a preparação ou está descansando?

Voltei bem à origem do início do meu treinamento. Subindo morros, treinando aqui na praia. Tem muito tempo pra luta, então estou fazendo um treino bem de base, puxando bem para as minhas raízes. Vou para os Estados Unidos para fazer a parte final, a parte de estratégia.

Como está sendo essa volta às raízes? É uma emoção diferente?

Com certeza. Pra mim está sendo uma emoção bem diferente. Eu puxei bem pra minha origem mesmo.

Que tipo de treinamento você faz na praia?

Eu faço um treino bem funcional. Tem muita natureza aqui na cidade, eu nado no mar, subo as dunas. Tem a galera que dá uma treinada aqui, uma galera muito jovem que está mostrando muita força de vontade. A gente sempre leva alguma coisa.

Falta muito tempo para a luta e você é um cara que perde muito peso. Está pesando quanto?

Estou bem dentro do peso. Eu treinava normalmente com 88kg. Hoje eu estou com 86kg, então vai ser muito fácil o peso.

Vai mudar a sua estratégia? Você chegava mais pesado...

A estratégia toda vai mudar. Eu conheço muito bem o atleta, ele derruba muito bem, tem o chão bom, então vou trabalhar o Boxe. Vou me manter leve para ganhar mais rapidez, ficar mais ágil.

A maioria das vitórias dele foi por finalização ou nocaute. Acha que essa parte de chão é a mais perigosa?

Vendo o jogo dele, acho que a parte mais difícil da luta para mim era procurar derrubar, procurar chão. Vai ser melhor para mim trabalhar o Boxe, trabalhar bem a defesa de queda e tentar buscar o nocaute. A luta é para buscar o nocaute.

Quanto tempo antes da luta você pretende ir para os Estados Unidos?

Vou chegar nos Estados Unidos faltando 40 dias para a luta. Todo o meu treino vai ser feito aqui.

É a primeira vez que você faz isso?

Não. Muita gente acha que eu moro nos Estados Unidos, mas é o contrário. Nas lutas anteriores sempre vim pra cá, faço a parte do meu treinamento aqui. Só chego aos Estados Unidos faltando dois meses, um mês pra luta. Normalmente é assim.

Em caso de vitória, acredita que o seu nome passa a ser cogitado para uma chance pelo título da categoria?

Estou sentindo uma evolução no meu jogo, mas não tenho pressa. Vou deixar a minha carreira na mão do UFC. O que eles decidirem... Com certeza eles estão gostando desse cara, e eu vou até lutar com cuidado, mas não vou pedir nada agora. Quando eles acharem que eu estiver preparado para o titleshot, vão me dar essa oportunidade. Quero estar 100%.

Você fez três lutas em 2011, mas ainda não atuou esse ano. Espera fazer quantas lutas até o fim da temporada?

O UFC me deixou parado até o meio do ano porque na última luta, contra o Rafael, eu quebrei a minha mão, então passei 60 dias de molho. Estou voltando agora. Ganhando essa luta rápido e bem, vou pedir uma luta de imediato. Pra mim, eu novamente faço três lutas esse ano.

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