domingo, 8 de abril de 2012

BUSTAMANTE QUER "CLASSICO" CONTRA SAKURABA

Imagem PostadaReportagem e foto Marcelo Barone
Aos 45 anos, Murilo Bustamante, longe do octógono há dois, reviveu a emoção de encarar Dave Menne, a quem nocauteou em 2002, se tornando o primeiro brasileiro campeão do UFC. No último fim de semana, pelo Amazon Forest Combat 2, em Manaus, o líder da BTT derrotou o americano mais uma vez, agora, por decisão unânime.

Satisfeito com sua atuação, Murilo tem vontade de dar prosseguimento a carreira. Por outro lado, atormentado por lesões, pensa em fazer uma luta de desdedida no Rio de Janeiro, diante de amigos e parentes. Sem decider se para ou continua, o veterano cogita um duelo contra outra lenda do MMA: o japonês Kazushi Sakuraba.

“O Sakuraba seria um bom nome. É um lutador de expressão. Tem que ser uma luta assim, com um adversário na minha idade, com um nome dentro do MMA. A ideia é fazer um classico”.

Em entrevista à TATAME, Murilo revela que a grande motivação para continuar é o filho Antônio Pedro, de dois meses, elogia torcida brasileira e comenta vitória sobre Dave Menne.

Confira:

Como se sentiu ao lutar depois de dois anos?

Na verdade depois de dois anos parado, vim de uma luta em que tive labirintite. Tive duas lutas que deixei de estar por lesões. Fiz um treinamento tomando muito cuidado para não me machucar e cheguei bem. Estava inseguro porque não sabia se teria labirintite, se me machucaria na luta... O clima estava me deixando inseguro, já que a umidade de Manaus me consome mais. Porém, para quem ficou dois anos parado, eu tive uma performance boa, inteligente. Foi uma boa luta. O Mene valorizou a minha vitória. Foi um bom teste para mim e deu tudo certo.

Que nota você dá para sua atuação?

Eu venci, estou satisfeito. Vi alguns lances, tive uma atuação técnica boa, com entradas de queda na hora certa. Minha maior preocupação era com os reflexos, embora tenha treinado bem. Consegui trocar em pé direitinho e derrubei umas vezes.

O que viu de diferente desta vez, em relação ao combate do UFC?

Ele veio diferente das outra luta que a gente vez. Pela idade eu perdi a força e ele ainda não, pois ele é mais novo. Procurei jogar mais na movimentação, com a cabeça, para não gastar muita força. Quis usar muita técnica para não precisar fazer força.

Foram 15 anos sem lutar no Brasil. Como foi voltar a atuar no país?

Foi emocionante ter a galera de Manaus gritando meu nome. Fui tratado com muito carinho e só tenho a agradecer ao povo pela hospitalidade. Os organizadores trataram a gente muito bem, a RedeTV também está de parabéns pela transmissão. Esse é o maior evento do Brasil e deixa muito evento internacional para trás.

Aos 45 anos, você não sentiu dores e venceu bem uma luta emblemática na sua carreira. É sinal de que há lenha para queimar ou é hora de parar por cima?

Essa luta foi interessante. Eu queria lutar com alguém que tivesse história no MMA. Dei alguns nomes como Carlos Newlton, Dave Menne ou o (Kazushi) Sakuraba. Acho que ainda tenho lenha para queimar, mas eu ainda não sei se vou lutar mais. Talvez eu faça uma despedida no Rio. O problema é que a rotina de treino consome tempo e estou precisando disso para outras coisas. Também é difícil por causa das lesões. Tem que administrar isso bem, e mesmo assim, tem vezes que na véspera da luta acontece algum problema, como foi das outras vezes que deixei de lutar. Minha última luta deu um desânimo grande e me deixou em dúvida se deveria continuar. Nunca tive labirintite e fiquei bastante preocupado, porque quando se tem isso em uma luta você está entregue, não tem o que fazer. Depois eu fiz uns exames e o médico me liberou para lutar novamente.

O que te faz ficar na dúvida sobre continuar lutando ou se aposentar?

O problema é o tempo para treinar. Porque quando você tem que lutar é preciso de treino e dessa maneira deixo de trabalhar com minha equipe, meus lutadores, gerenciar minha academia. Hoje em dia não tenho mais ambição de ser campeão mundial. Acho que já fiz o que tinha que fazer e agora estou atuando por diversão. Meu maior objetivo é tornar meus atletas campeões, ter alguém com o cinturão. Eu luto para aproveitar minha saúde, sentir aquele frio na barriga antes de entrar no ringue e ver o que vai acontecer.

Existe algum lutador em especial que você gostaria de encarar na sua despedida?

O Sakuraba seria um bom nome. É um lutador de expressão. Tem que ser uma luta assim, com um adversário na minha idade, com um nome dentro do MMA. A ideia é fazer um clássico. O Amazon contou com grandes nomes, ex-campeões do UFC. Teve o Thales e o Patrick Coté, o Ronys Torres e isso que é importante. Eu lutando ainda ajudo a popularizar e acabar com o preconceito com o MMA, que é um esporte como qualquer outro, com atletas normais.

Deseja acrescentar alguma informação?

Quero agradecer meus fãs, por terem acreditado em mim e a todos que me ajudaram. Minha maior motivação para subir no ringue hoje é o meu filho Antonio Pedro, que nasceu há dois meses.

Fonte: TATAME

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