sábado, 28 de abril de 2012

EMPOLGADO COM FEDOR PEDRO RIZZO "ESQUECE" UFC


Reportagem Guilherme Cruz
Foto Eduardo Ferreira

Após dois anos, Pedro Rizzo está perto de voltar a lutar. Às voltas com lesões, o brasileiro, que teve que cancelar dois combates recentemente, terá Fedor Emelianenko pela frente, no dia 21 de junho, na Rússia. O duelo contra o “Último Imperador” é um desejo antigo do brasileiro, que jamais o enfrentou.

Recuperado fisicamente e em preparação para o duelo, Pedro Rizzo afirmou, em entrevista à TATAME, que está tão focado na sonhada luta que não quer saber se ela será seu passaporte de retorno ao UFC.

“Acho que o UFC agora ficou até pequeno. O meu sonho agora é vencer essa luta, que tem uma importância enorme para a minha carreira e para a minha vontade de competidor. Não penso que, se eu vencê-lo, vou lutar no UFC. Tenho duas lutas agora, então depois dele eu tenho outra luta ainda, mas eu tenho que passar por ele. Estou tão feliz com essa luta do Fedor que nem estou pensando no UFC, só estou pensando nessa luta”.

Confira abaixo a entrevista completa com o lutador:

Como está a expectativa para enfrentar o Fedor?

Estou treinando normal, motivado. Treinamento de luta é sempre motivante, ainda mais com o Fedor, que é um cara que eu sempre quis lutar. Por motivos vários não nos enfrentamos esses anos todos. Ou eu perdi luta antes de chegar a ele quando estava no caminho, ou talvez estávamos em eventos diferentes. Nas vezes que eu estive no mesmo evento foi no Affliction, perdi para o Josh (Barnett), perdi no Pride. Quando eu estava bem, eu estava no UFC e ele estava no Pride, então nunca tive essa chance de lutar. Sempre quis fazer essa luta. Vou lutar com um cara que eu sempre assisti as lutas, sempre me imaginei lutando com ele e finalmente chegou o dia.

Você sempre quis essa luta, mas acabou chegando numa fase que o Fedor não está tão bem ranqueado como antigamente. Ele vem de duas vitórias, mas ficou com aquela marca de três derrotas consecutivas no Strikeforce. Lamenta ter demorado tanto?

Não. O mundo da luta é esse. Eu já estive em um momento melhor e ele já esteve em um momento melhor. Para mim, ele é o mesmo lutador do Pride. As pessoas falam que ele está decadente, mas eu discordo. Eu acho que luta em alto nível é isso mesmo. O cara está lutando há muito tempo. Chega uma hora que perde. Eu acho que a única coisa que talvez tenha mudado na cabeça do Fedor é que o psicológico ajuda muito. Quando você é campeão, está ganhando de todo mundo, acha que vai ganhar sempre. Isso é 60, 70% da luta. É a confiança. Quando ele teve a primeira derrota para o Fabrício (Werdum), a confiança se quebrou. Depois perdeu para o Pezão e para o Dan Henderson. É um cara dificílimo, uma luta duríssima e eu acho que vai ser um grande combate, porque do mesmo jeito que ele não quer decepcionar, eu também não quero.

Você teve que cancelar a última luta por um problema no cotovelo. Como foi essa recuperação?

Operei em novembro, então a expectativa era estar 100% agora, e foi o que aconteceu. Agora estou treinando 100%. Estou aproveitando o treinamento do Glover Teixeira para treinar forte. Alguns atletas vão vir me ajudar aqui, fazer parte do meu camping. Depois do Glover, vou para o Marco Ruas, depois o Glover Teixeira vai comigo. Além dos lutadores da Holanda, vão ter alguns wrestlers me ajudando. Vou fazer as minhas últimas três semanas do meu camp na Holanda, que é pertinho. Duas, três horas de voo para São Petersburgo.

Quais lições você tira dessas derrotas dele no Strikeforce?

Hoje em dia todo mundo se conhece. Não existe mais segredo entre um lutador e outro. O Fedor ficou dez anos lutando invicto, todo mundo já viu o jeito que ele luta. Penso em fazer o meu jogo, só que hoje em dia todo mundo está bom em tudo. O Fedor é um cara que tem boas quedas de Judô, que melhorou muito a trocação, está na Holanda direto treinando. Vou fazer o final do meu camp lá. É difícil de você falar de um cara completo como o Fedor, apontar um ponto fraco. Você tem lutar e ver o que acontece. Eu tenho minha estratégia, quero mantê-la em segredo. Tenho meu jeito de lutar, coisas que eu já vi que funcionam com ele e vou treinar em cima do que eu acho que é para tentar sair vitorioso. Ele vai treinar em cima do que acha que eu erro também.

Há um tempo, você falava em um possível retorno ao UFC. Em caso de vitória, acredita que ficará mais perto dessa possibilidade?

Sinceramente, estou feliz de lutar com o Fedor, porque é um desafio lutar com ele, ainda mais na Rússia. Vai ser uma loucura, mas eu acho que essa loucura se divide em pressão. Dentro do ringue sou eu e ele. Acho que o UFC agora ficou até pequeno. O meu sonho agora é vencer essa luta, que tem uma importância enorme para a minha carreira e para a minha vontade de competidor. Realmente, agora não estou pensando nisso. Não penso que, se eu vencê-lo, vou lutar no UFC. Tenho duas lutas agora, então depois dele eu tenho outra luta ainda, mas eu tenho que passar por ele. Estou tão feliz com essa luta do Fedor que nem estou pensando no UFC, só estou pensando nessa luta.

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