segunda-feira, 31 de maio de 2010

MÃE DESDE OS 16 ANOS LUTADORA DA ZAMBIA DESAFIA TITULO DE DUDA YANKOVICH EM CASA

Entre os lutadores de boxe, as histórias de vida sofridas são recorrentes. Pobreza, criminalidade e fome estão entre os desafios de muitos garotos que vão parar nos ringues e acabam sendo campeões mundiais. Na Zâmbia, Esther Phiri é mais um destes exemplos, e até com “agravantes”. Mãe aos 16 anos num país arrasado pela Aids, ela hoje é respeitada dentro do ringue depois de muito lutar contra o preconceito por ser uma mulher no esporte.
Neste sábado, ela será a anfitriã do combate com Duda Yankovich. Em seu país, receberá a sérvia radicada brasileira, que é campeã em recesso das meio-médias ligeiras, pela Wiba (Associação Internacional de Boxe Feminino). Duda vem de sua primeira derrota na carreira, em 2009, quando se arriscou em outro peso e não teve sucesso. A luta valerá pelo título da entidade.
Phiri não é uma vencedora apenas localmente. Na Zâmbia, passou a ser conhecida como um exemplo para as mulheres pela perseverança. No boxe, já soma 11 lutas invicta, com dez vitórias e um empate. Antes da série positiva, no entanto, estreou com duas derrotas e dois empates. Mas não desistiu.
Phiri não é uma vencedora apenas localmente. Na Zâmbia, passou a ser conhecida como um exemplo para as mulheres pela perseverança. No boxe, já soma 11 lutas invicta, com dez vitórias e um empate. Antes da série positiva, no entanto, estreou com duas derrotas e dois empates. Mas não desistiu.
Os reveses no ringue são pequenos comparados às dificuldades que sofreu. Vinda de família humilde, Esther cresceu em bairro pobre de Lusaka, onde sua família teve de batalhar pela sobrevivência. O pai morreu de malária e ela teve de deixar a escola para trabalhar. Aos 16, veio a notícia de que estava grávida, o que poderia ter sido devastador.
“Eu cometi um erro quando era jovem e tive uma criança. Mas achei algo para fazer da minha vida. Eu estava procurando algo para mim e encontrei o boxe. Hoje construo minha vida com ele”, diz ela, à ESPN.com, comemorando que hoje pode ter não só um, mas quatro carros na garagem. Sua imagem é espalhada por outdoors por toda a cidade de Lusaka, festejando a nova estrela local.
A juventude era marcada não só pela filha, mas pela ameaça constante da Aids. Foi em um programa de prevenção à doença que ela conheceu o boxe. A princípio era a única mulher e teve de aguentar todas as brincadeiras e preconceitos. Após duas derrotas e um empate, a carreira decolou e o reconhecimento chegou.
Sempre lutando na África, ela conquistou o título intercontinental da Federação Internacional de Boxe Feminino em sua sétima luta, contra Kelli Cofer, dos Estados Unidos. Depois, também como peso pena, se sagrou campeã pela União Global de Boxe - entidade pouco prestigiada -, ao vencer Elina Tissen, da Alemanha, em 2008. A importância dos cinturões, por entidades pouco tradicionais, são deixadas de lado pelo exemplo que ela passou.
“Uma mulher pode trabalhar e ser alguém. Ela não precisa depender de um homem”, defende a lutadora, que aprendeu a caminhar com seus próprios pés. Seu reconhecimento chegou também ao governo, que passou a oferecer moradia para ela e a família.
Contra Duda, Esther vem de um empate contra Terri Blair, lutando entre as meio-média ligeiras. Terá a chance de provar sua qualidade contra a brasileira mais uma vez diante de sua torcida.

Já Duda vem de sua primeira derrota em 12 combates. Ela enfrentou a norte-americana Holly Holm em 2009. Fora de seu peso - lutou como meio-média - e contra uma rival forte, perdeu de forma arrasadora, nocauteada no quarto assalto. Quebrou o nariz e, para ter tempo de se passar por cirurgia e se recuperar, foi considerada campeã em recesso da sua categoria original pela Wiba.
Enquanto isso, Holm conquistou o título, mas segundo o site Boxrec o deixou vago, permitindo que ele seja colocado em disputa na luta deste sábado na Zambia.
"Já assisti às lutas de Esther, mas seria ridículo dizer o que considero dela", afirmou Duda na Zâmbia, segundo o Lusaka Times. "Tudo será visto no ringue. Eu sou uma pugilista e meu trabalho é lutar."


Duda Yankovich, sérvia naturalizada brasileira, tornou-se campeã mundial em 2006, pela Wiba. Antes de se naturalizar, no entanto, sofreu muito na Sérvia. Durante sua adolescência, o país vivia em guerra civil e, em uma ocasião, uma casa próxima à sua foi atingida por uma bomba. Assim decidiu vir ao Brasil. Após um início no kickboxing, Duda se encontrou no boxe, onde chegou a 11 lutas invictas, tendo como ápice o título mundial.
Fonte:Uol

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