domingo, 26 de agosto de 2012

JONES SE DEFENDE ...

Do dia para a noite Jon Jones viu sua promissora carreira no MMA no centro de uma das maiores polêmicas da história do esporte. Ao rejeitar a luta contra Chael Sonnen, substituto do lesionado Dan Henderson, acabou por estimular o cancelamento de toda a programação.
Sem uma luta com o valor devido para um Main Event, Dana White anunciou que pela primeira vez em 11 anos um evento seria abortado. Foi a partir daí que o jovem atleta confiante, passou a ser o mercenário que escolhe com quem luta apenas por dinheiro, sem possuir a alma de um verdadeiro lutador. Pelo menos esta foi a conclusão da comunidade do mma, de lutadores a torcedores, de dirigentes a jornalistas. Em momentos de crise não há nada mais correto do que o envolvido falar e dar suas versão para os fatos. Confira nas palavras do próprio campeão dos meio-pesados o que ocorreu nos bastidores do cancelamento do UFC 151.
 “Eu definitivamente me desculpo com os outros lutadores do card. Me sinto terrível mas a decisão de cancelar todo o card não foi minha. Não sou eu que tomo essas decisões.”
“Eu tenho muito orgulho da maneira como atuo e quero oferecer minha melhor performance sempre. Não quero apenas ganhar a luta. Quero ir lá e dominar. Quero fazer parecer que foi sem esforço. Quero que seja uma coisa bonita.”
Contra Henderson, Jones enfrentaria um experiente lutador com uma mão direita capaz de terminar a luta em um único golpe. Já Sonnen aposta muito mais no wrestling para conduzir seus combates. O fato de sua equipe de treinadores estar acompanhando Andrei Arlovsky nas Filipinas obrigaria o campeão a treinar praticamente sozinho diante da mudança repentina.
 “Chael é um lutador completamente diferente. Isso é guerra, é estratégia. Você tem que ir lá preparado e saber que fez o dever de casa. Eu não seria o mesmo guerreiro se simplesmente fosse lá cegamente e cortando peso enquanto tentaria me preparar para a luta.”
“Greg Jackson não apareceria até sexta-feira. O treinador Mike Winkeljohn não estaria disponível até quarta-feira ou quinta. Eu estaria sozinho tentando me preparar para um novo oponente. Essa não é a melhor forma de se preparar.”

Mesmo sabendo da resposta extremamente negativa dos fãs, Jones está seguro de que fez a melhor escolha e mantém a decisão com convicção.
 “Se fosse a minha primeira luta no UFC e eu realmente não tivesse escolha, eles precisando de alguém no último minuto, se fosse esse tipo de situação, então eu estaria mais aberto a isso. Mas eu sou um campeão do UFC e preciso me apresentar como tal. Se eu tivesse aceitado essa luta teria deixado meu ego falar e não meu intelecto. Isso é uma guerra e você deve ir lá preparado.”
“Esse é ume esporte profissional, não é uma luta no jardim de casa. Você põe tudo em risco a cada vez que entra no cage.”
Jon Jones finaliza reconhecendo o dano causado pela sua recusa em lutar, mas garante que optou pela melhor escolha para sua carreira.
 “Eu me desculpo com as pessoas que gastaram com ingressos, viagem e coisas do tipo. Não me desculpo pela minha decisão, mas como ela afetou as pessoas. Espero que as pessoas entendam que eu fiz o melhor para a minha carreira.”
“Dan Henderson se machucou e nossa luta foi cancelada. Mesmo sendo difícil lidar com tudo que aconteceu, eu senti que não teria tempo para me preparar fisicamente e mentalmente para um novo oponente. Senti que não teria tempo para me preparar e oferecer o meu melhor.”
Em uma grande reviravolta, Jon Jones enfrentará agora o brasileiro Vitor Belfort pelo UFC 152 em 22 de setembro, no Canadá.

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