quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2011 - ANO DE VIRADA DO MMA

O mercado das artes marciais cresceu e inúmeras oportunidades de negócio com a sigla MMA surgiram, mas o preconceito – ou ignorância de alguns - impediu a explosão deste esporte no Brasil ainda em 2010. Mas este ano tudo deve ser diferente. A volta do UFC ao Brasil pode representar finalmente a virada que todos esperavam. Na primeira edição de 2011, avaliamos como a chegada do UFC ao país, anunciada na coletiva de imprensa realizada no dia 15 de dezembro no Palácio da Cidade, residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, pode mudar o esporte, qual o impacto econômico para o evento e para a cidade e as chances de fazer negócio com o UFC.

“Como o Rio de Janeiro é a porta que se abriu para o mundo, a cidade origem, graças à família Gracie, ela quer ser a porta de entrada de novo para a volta do UFC para o Brasil. A volta do evento ao Rio tem, não só esse aspecto esportivo, em uma cidade que vai realizar eventos esportivos como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, mas também o aspecto econômico. O Rio tem trabalhado muito nesse sentido, como um importante elemento de estímulo da economia da nossa cidade”, declarou Eduardo Paes na coletiva do UFC Rio.

Panorama 2011
O ano de 2010 foi explosivo para quem respira MMA. O crescimento do UFC alavancou o esporte em países como Austrália, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Inglaterra e Canadá. O UFC anunciou a fusão com o seu irmão mais novo, o WEC, cinturões mudaram de mãos e duelos incríveis entraram para a história, mas nenhuma notícia animou mais os brasileiros do que a volta do UFC, maior evento de MMA do mundo, ao país, depois de 13 anos. Se em 2010 tivemos grandes surpresas, o que esperar de 2011? Fizemos um panorama do que está por vir em 2011, a começar pelo duelo entre Anderson Silva e Vítor Belfort, que acontece no dia 5 de fevereiro em Las Vegas, Estados Unidos.

Pelo fim do Bullying
Escola nem sempre combina com diversão e aprendizado. Até mesmo nos países mais desenvolvidos, tem crescido assustadoramente os casos de bullying, classificação dada ao tipo de violência causada por jovens em crianças menores ou mais fracas. Recentemente nos Estados Unidos, uma criança traumatizada chegou a cometer suicídio após as seguidas agressões e opressões sofridas pelos colegas de colégio. Determinado a lutar contra este tipo de violência, o faixa-preta Marcos Cerqueira, líder da equipe Brazil-021 no Texas, iniciou um projeto para trabalhar exclusivamente com os jovens.

Sambô, a arma de Fedor
Criado no início do século XX e reconhecido como esporte a partir da década de 1930, o Sambô, que significa “autodefesa sem armas”, é uma das artes marciais mais eficientes para combate. A modalidade, que ganhou notoriedade internacional entre os fãs de MMA com o sucesso do russo Fedor Emelianenko, que atingiu o topo do mundo no MMA usando como base seus conhecimentos no esporte, foi criado com o intuito de defesa pessoal, assim como o Jiu-Jitsu, uma das artes que inspirou a criação do Sambô, além do Judô e Luta Olímpica.

“O Sambô é bem parecido com o Judô, mas as regras são diferentes. Eles usam uma bota diferente da do Wrestling e um quimono mais apertado, por isso eles têm uma pegada (kumi kata) muito mais forte que a dos judocas. Eles usam muitas quedas de Wrestling, catadas de perna, clinche e leg-lock, e lutam no tapete olímpico do Wrestling”, explica Rodrigo Artilheiro, campeão brasileiro de Judô e Luta Olímpica, que já passou uma temporada na Europa treinando a modalidade com o campeão mundial Blagoi Ivanov, o búlgaro que derrotou Fedor Emelianenko no Mundial de Sambô de 2008.

Bate-papo Letícia Ribeiro
Aos 31 anos, Letícia Ribeiro Neves dos Santos, é uma pioneira entre as mulheres da arte suave. Em ação nos tatames desde a primeira edição em que a categoria feminina foi lançada no Mundial, em 1998, a faixa-preta de Vinicius Aieta e Royler Gracie continua trabalhando para o crescimento do Jiu-Jitsu entre as mulheres. “Acho que esta muito melhor do que naquela época, mas ainda pode melhorar... Quanto mais competitivo for o Jiu-Jitsu feminino, mais vamos aparecer e melhores serão os patrocínios e o apoio. E isso é o que está faltando”, analisa a pentacampeã mundial. No bate-papo a seguir, Letícia conta sua trajetória, fala sobre os seus títulos, analisa o crescimento do esporte entre as mulheres e conta como formou um exército de lutadoras como Beatriz Mesquita e Mackenzie Dern. “Elas são a nova geração e o futuro do feminino”.
Tatame

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