quinta-feira, 28 de julho de 2011

ENTENDA A ARTE DE SE VENDER DENTRO DAS PÔLEMCIA DO UFC.

Os brasileiros que passaram a acompanhar o MMA em 2011 enxergam em Chael Sonnen uma espécie de anti-herói. Aquele que, por mais idiota que possa parecer (ou ser), consegue prender a atenção até mesmo de quem não vai com a sua cara.

Não é novidade que lutadores com esse perfil são aqueles que vendem mais pay-per-views e, por consequência, ficam com mais “moral” com os organizadores do evento. Mas, engana-se quem vê no comportamento do polêmico lutador americano um exemplo de sinceridade, ou o contrário, de ausência de caráter.

Essa postura, imortalizada pelo lendário Muhammad Ali, se popularizou no boxe na década 70 e ajudou a alavancar o esporte a níveis nunca antes imaginados, e nada mais justo que o MMA, esporte em franca ascensão no mundo, se aproprie desse artifício.

Quem se identifica com as fanfarronices de um lutador polêmico não perde seus combates, e quem repudia suas atitudes torce como nunca por um insucesso futuro.

Nessa batida, créditos para o ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) Tito Ortiz, que introduziu a “hemorragia verbal” antes de seus combates no UFC, no final da década de 90. Provocador, o ainda jovem não demonstrava respeito nem mesmo por lendários atletas como Ken Shamrock (ex-rival de Royce Gracie no início do UFC).

Certa vez, ao vencer dois de seus alunos seguidamente, Tito Mostrou um belo dedo do meio ao rival, provocando a ira repentina do veterano, o que quase culminou em pancadaria ao melhor estilo briga de rua.

Cada um com seu estilo
Nos dias de hoje, muitos atletas dão continuidade a essa marca. O campeão dos pesos-médios (84 kg) Anderson Silva, por exemplo, chama atenção pela marra e desdém endereçados aos rivais.

A máscara usada na encarada diante de Vitor Belfort, as provocações durante a luta contra Demian Maia ou os sorrisos irônicos antes de enfrentar Chael Sonnen fazem parte de uma fórmula não definida, mas que garante retorno junto aos fãs.

Por sua vez, o jovem campeão dos meio-pesados (93 kg) Jon Jones tem seu próprio estilo. Ele, por exemplo, não olha para o rival na já consagrada encarada antes do confronto. E também adora frases de efeito como quando declarou dar autógrafos como campeão, antes mesmo de enfrentar Maurício Shogun em março.

O ex-campeão do Pride Wanderlei Silva também usou de certos métodos para aumentar sua popularidade. No Japão, era comum ver o brasileiro entrando no ringue para empurrar rivais, desafiá-los para briga ou para encará-los tão profundamente que deixava a torcida em êxtase.

Para não estender demais essa lista, podemos apenas citar nomes como Thiago Silva, Quinton Jackson, Renato “Babalu”, Josh Barnett, Alistair Overeem e Rashad Evans.

Rashad que, aliás, encara o “mestre” Tito Ortiz no próximo dia 6, no UFC 133, na Filadélfia, em luta que, com menos de um mês de confirmação, já ganhou destaque pelas trocas de ofensas públicas entre os atletas. “Elogios” esses que arrancaram uma curiosa análise de Ortiz em recente entrevista ao site da ESPN americana.

- Eu inventei esse papel do falador de besteiras no UFC, fui o primeiro cara a fazer isso. Falei uma tonelada de besteiras sobre um monte de caras para chamar a atenção e estabelecer meu nome. Rashad está tomando conta desse papel, mas não acho que ele banque o que ele fala, assim como eu faço.

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