quinta-feira, 5 de maio de 2011

O NATALENSE RONNY MARKES FALA DE SUA VITÓRIA SOBRE SEU ÍDOLO


O encontro entre um fã e um ídolo. Assim pode ser definido o confronto entre Ronny Markes e Paulão Filho, realizado na última sexta-feira (29), em Recife, pelo IFC. A revelação potiguar levou a melhor sobre o faixa-preta de Carlson Gracie na decisão unânime dos jurados.

Como em um sonho de criança, Ronny, que viu Paulão brilhar no Pride, na época o maior evento de MMA do mundo, derrotava um oponente que lhe serviu de inspiração durante muitos anos. Emocionado por conseguir a vitória mais expressiva de sua promissora carreira, Ronny se ajoelhou diante de um ícone do MMA.

E, passado alguns dias, ainda tenta explicar a sensação de dividir a jaula com seu ídolo. “Quando o Jair (Lourenço) me ligou falando que eu ia lutar com o Paulão, não sabia se ficava feliz por lutar com um atleta renomado como ele ou triste por ser um dos meus ídolos. É como dizer ao meu filho, de quatro anos, que ele vai lutar com o Homem-Aranha (risos)”, comparou o campeão do Shooto Brasil.

O que você achou da luta?

Achei a luta muito boa, foi um bom teste para a minha carreira. Passar pelo que passei no segundo round e reverter o jogo no terceiro foi um verdadeiro teste.

Você esperava que o Paulão fosse endurecer tanto?

Lógico! Estamos falando nada mais nada menos do Paulão Filho, um cara que fez história. Eu já sabia que ia ser dureza.

Você acredita que o gás fez a diferença nessa luta?

Claro. Treinei como nunca para essa luta! Para se ter uma idéia, quando chegava domingo, que era meu único dia de descanso perturbava o Ronnys Torres para irmos correr na praia à noite (risos). Creio que isso também fez a diferença.

Ele chegou a montar no segundo round. Você sentiu que ele poderia finalizar a luta naquele momento?

Sim, eu sabia do potencial do Paulão, principalmente naquela posição. Ele tem um poder de finalização impressionante, busquei escutar meus técnicos e fiquei atento a cada orientação que eles me davam. Fiquei calmo e consegui aguentar a pressão.

Como foi vencer um dos seus maiores ídolos no esporte?

Sem palavras. O Paulão, como eu já havia citado antes, desde criança me emocionava com suas lutas no Pride. Conhecia seu jogo por assistir, ainda moleque, todas as suas lutas. Quando o Jair (Lourenço) me ligou falando que eu ia lutar com ele, não sabia se ficava feliz por lutar com um atleta renomado como ele ou triste por ser um dos meus ídolos. É como dizer ao meu filho, de quatro anos, que ele vai lutar com o Homem-Aranha (risos). Foi uma sensação inenarrável. Na mesma hora falei para o Jair: ‘Sim, mestre, pode fechar esta luta.

Ele já foi considerado o número dois do mundo. Depois dessa grande vitória, o que você espera para o futuro?

Isso é uma coisa que se especula bastante, mas acredito muito em Deus e Ele sabe de todas as coisa, assim como o Dedé Pederneiras, que quer o melhor para mim e já está vendo algo muito bom.

Qual o seu sonho no MMA? Lutar no UFC?

Claro! Sonho grande, em estar entre os melhores e sei que tenho potencial para isso. Quando escolhi o MMA como minha profissão era entre os grandes que eu queria estar. E chegarei lá, se Deus quiser.

Quer deixar algum recado?



Quero agradecer primeiramente a Deus, a toda a minha equipe Kimura Nova União, aos meus professores Jair Lourenço, André Pederneiras; meu preparador físico Thiago Macedo; ao professor de boxe Giovanni Diniz; aos patrocinadores e a todos que acompanham meu trabalho; à minha família, que é a base de tudo, e minha esposa, que tem uma participação grande em tudo isso.

FONTE: TATAME

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