terça-feira, 21 de setembro de 2010

RICKSON GRACIE TRAZ CONCEITO DO JIU-JITSU INVISÍVEL PARA O GRANDE ABS.

Durante a carreira, Rickson Gracie subiu em tatames e ringues 460 vezes oficialmente. Venceu todas e adquiriu status de lenda.

A seu lado, o companheiro fiel em todas as empreitadas: o jiu-jitsu, arte marcial japonesa repaginada no Brasil por seu pai, Hélio, e praticada como religião pelos inúmeros membros do clã há mais de 80 anos.
Hoje aos 51 anos, a idade e consequências físicas mais severas dos anos como competidor finalmente o fizeram ‘pedir água', mas apenas de forma indireta. Para sanar a obsessão por vitórias e manter a motivação em dia, persiste em lapidar a joia mais preciosa da família.
Após quase duas décadas em Los Angeles (EUA), voltou ao Rio de Janeiro e caiu na estrada para ministrar seminários pelos quatro cantos do País. No fim de semana, esteve em São Bernardo, onde transmitiu conhecimentos para cerca de 100 alunos.
Como próximo passo, o retorno ao Japão, onde lançará O Caminho da Invencibilidade, seu primeiro livro de auto-ajuda. "Tudo na vida é baseado em estratégias, você precisa ser assim (invencível) em muita coisa no dia-a-dia", ele diz. "Chamo isso de conceito do poder invisível. Em nosso caso basicamente utiliza a parte teórica e filosófica do jiu-jitsu como base para melhorar a rotina em aspectos de cumplicidade, perseverança, paciência e sucesso."
O tom doutrinário de Rickson segue na prática de cada movimento do seminário. O foco recaiu sobre detalhes específicos e relativamente esquecidos em cada fundamento. "Essência e base são fatores que fazem as pessoas compreender valores. O segredo é sempre esse", explica.
EXTREMO DEMAISParticipante do vale-tudo na época em que as disputas eram travadas praticamente sem regras e sem tempo de duração determinado, Gracie desaprova o panorama do MMA atual. Para ele, as disputas do tipo ainda deveriam manter o propósito para o qual foram criadas: saber qual luta é a mais eficiente. Ele categoriza a modalidade de hoje como "um esporte extremo demais" e calcado no puro atleticismo.
"Todos treinam do mesmo jeito e sabem as mesmas coisas. Com tempo curto de cada round, não há mais como traçar táticas defensivas e baseadas na paciência, que é o que prega nossa arte (jiu-jitsu). O MMA é quase todo baseado na loteria de trocar golpes. Aí dá para ter um campeão por semana", criticou.
"Eles (campeões de MMA) pensam que são bons, mas não sabem se defender. Aquela postura do (Rodrigo) Minotauro, do ‘bate na minha cara que bato na sua', é incondizente. Lutador de jiu-jitsu tem de subir no ringue para aproveitar os erros do adversário e sair de cara limpa. Paciência não é passividade. A precisão técnica da arte que permitia sobreviver nas situações mais difíceis se perdeu."
Mesmo desfavorável à dinâmica atual do esporte, Rickson destaca o paulista Demian Maia como grande representante da arte suave dentro do MMA.
"Ele (Maia) ainda mantém a semente. Mas se ficar muito nessa de aprender boxe, vai se confundir. Meu pai sempre disse que nunca lutou para vencer, e sim para não ser derrotado. Isso resume tudo que acreditamos", concluiu.

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