sábado, 24 de março de 2012

EX BBB E LUTADOR, MARCELO DOURADO DIZ QUE TUF SERÁ UM SUCESSO

Marcelo Dourado tem história no MMA, onde já disputou oito lutas, e também venceu o Big Brother Brasil 10. No próximo domingo, estreia na TV Globo o The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões, reality show do UFC que vai colocar na telinha duas situações marcantes na história do gaúcho. O programa "Corujão do Esporte" desta sexta-feira convidou Dourado para que ele contasse um pouco de sua experiência tanto no mundo das lutas quanto no BBB.
Rogério Minotouro e Marcelo Dourado no Corujão do Esporte (Foto: Daniel Cardoso/GLOBOESPORTE.COM)Rogério Minotouro e Marcelo Dourado no Corujão do Esporte (Foto: Daniel Cardoso/GLOBOESPORTE.COM)
Rogério Minotouro, lutador do UFC, também foi um dos convidados e chegou a convidar Dourado para treinar na sua academia, a Team Nogueira. O gaúcho, que tem uma vitória e sete derrotas na carreira no MMA, agradeceu o convite, disse que precisa participar de mais competições de jiu-jítsu e grappling e afirmou que não está no nível de competição do Ultimate.
- Um evento tão grande requer planejamento, um ciclo de treinamento, que a gente chama de ciclo olímpico, que vai de três a quatro anos, fazendo uma espiral de resultados até chegar no ponto que a gente quer - disse Dourado, que não luta MMA desde 2009.
Confira entrevista com Marcelo Dourado:
SPORTV.COM: Gostaria de treinar MMA ao lado dos irmãos Nogueira, Anderson Silva e outros nomes?
MARCELO DOURADO:
Sempre foram meus ídolos. Quando comecei a lutar, na mesma época que o Anderson também começou a lutar, a gente começou no mesmo evento que era o Meca. Eu também sou oriundo do vale-tudo quando não tinha ainda luva. É um prazer, às vezes, poder trocar ideia, principalmente com campeões que nem eles. Quem não gostaria de treinar com o Minotauro, com o Anderson Silva, com o Shogun, com o Wanderlei? Eu acho todos eles são sensacionais. Eu na realidade agora tenho minha academia, estou me dedicando bastante aos meus alunos, acabo treinando muito com o pessoal que vai lá me visitar, amigos meus que acabam sabendo que eu estou dando aula. Em decorrência do BBB, me afastei muito da luta. O primeiro e o segundo BBB me desvirtuaram um pouco, andar pela mídia, fazer eventos pelo Brasil, acaba ficando sem rotina para treino. A última luta que eu fiz foi em 2007, lá em Manaus, para cinco mil pessoas.
O lutador em si tem que ser mais controlado que o leigo, em primeiro lugar porque tem uma arma branca na mão, a arte marcial, a técnica. Em segundo lugar, pelo exemplo que dá"
Marcelo Dourado
Tem treinado MMA regularmente, participado de torneios?
Eu comecei a treinar agora, eu estava treinando jiu-jítsu com o meu amigo Teodoro Canal, da GF Teen. Ano passado eu participei do internacional de jiu-jítsu, master e sênior, foi meu primeiro campeonato com a faixa-preta, foi muito bom e me deu vontade de voltar de novo. Só que eu tinha o objetivo de lutar durante o ano passado todo e, tendo bons resultados, voltar a fazer o MMA no fim do ano. Como os meus resultados não foram tão satisfatórios, meu objetivo não foi cumprido. Então, neste ano eu vou refazer os valores, os objetivos, vou treinar de novo bastante volume no início, fazer um trabalho de base, passar pelos campeonatos de jiu-jítsu, fazer algumas lutas casadas de submission. Se no fim do ano eu estiver me sentindo bem, com condicionamento físico, um evento que também pague o que vale eu lutar hoje, acho que ainda dá para fazer uma ou duas lutas para encerrar a carreira bem, fazer uma luta legal.
Tem vontade de lutar em um torneio como o UFC?
Não, não, não, ainda não estou no nível. Um evento tão grande requer planejamento, um ciclo de treinamento, que a gente chama de ciclo olímpico, que vai de três a quatro anos, fazendo uma espiral de resultados até chegar no ponto que a gente quer. Hoje em dia com o trabalho funcional, que eu também dou aula, e treinamento agora mais aprimorado, indo a lugares onde você é mais exigido, consegue adquirir esse preparo físico, essa forma física em
menos tempo. Como eu já estou treinando há um ano e meio, dois anos aí, acho que treinando mais um ano legal eu consigo pegar de novo o ritmo, ter bons resultados no jiu-jítsu. Quero começar a competir judô de novo, sempre fui atleta de judô e tenho muita saudade de treinar e competir. Não tenho muito tempo, mas como minha academia agora é multiuso, dá para treinar bastante coisa lá, dá para pensar em treinar e competir.
O BBB já teve a participação de lutadores como você, Yuri e o Zulu. Faz diferença o preparo psicológico de um lutador no reality?
Faltou o Dilsinho também, que é do terceiro, que inclusive ganhou do Wanderlei Silva numa luta de vale-tudo. Ele era um cara bem casca-grossa teve boas lutas no MMA. Eu acho que uma das principais virtudes das artes marciais é o autocontrole, a disciplina. Muitas pessoas procuraram para se defender, mas isso acaba sendo o primeiro retorno que o mestre passa, que um bom professor passa – disciplina, você vai lá porque quer, porque quer se superar. Big Brother é muito preparo psicológico, é um xadrez psicológico. É um xadrez entre humanos, de comportamento, de valores, de piadas, de tirar sarro. E isso daí tu tem que ter um preparo para não se desiquilibrar. O Bruce Lee falava que a pior coisa é o faixa-preta que perdia o controle, faixa-preta é o primeiro a dar exemplo sobre controle, isso aí é uma coisa que eu sempre levo para os meus alunos. O lutador em si tem que ser mais controlado que o leigo, em primeiro lugar porque tem uma arma branca na mão, a arte marcial, a técnica. Em segundo lugar, pelo exemplo que dá.
Fale das diferenças e semelhanças entre o BBB e o The Ultimate Fighter.
Eu acho que principalmente é conviver com as pessoas de uma forma mais intensa, não tem como sair da casa, fica confinado, isso aí faz com que altere os nervos. O lado bom é que pode realmente ir para as vias de fato, pode resolver se tem um desafeto, alguém que está te incomodando. Diferente do Big Brother, onde é totalmente proibido o contato físico, lá dentro é liberado, desde que seja dentro da regra e no momento certo. Vamos deixar bem frisado que
brigar lá dentro, brigar mesmo fora do ringue, fora do horário, é penalizado com a expulsão, que acontece na versão americana. Acho lutadores fantásticos, desejo muita sorte aos que estão botando a cara, e o grande público vai ter a oportunidade de conhecer o MMA e o íntimo dos lutadores, que é legal ver também fora do ringue. Vamos poder conhecer o outro lado deles, o lado humano, o cara que tem família, que chora, o cara que acredita, que reza, que tira onda, a e gente se familiarizar, ter empatia com esse caras. Acho que vai ser um grande programa e uma grande oportunidade do grande público se familiarizar com o nosso esporte.

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