quarta-feira, 31 de março de 2010

Quero largar o "CRAK"

Fernando Tererê sempre foi sinônimo de alegria nos tatames. Foi lutando assim que Tererê conquistou muitos fãs e inspirou alguns lutadores da nova geração como Michael Langhi e Lucas Lepri. Admirado por todos, quem convivia ao seu lado sabia que ele era capaz de dar a sua cama e dormir no chão. No morro do Cantagalo, onde nasceu e foi criado, recebeu muitos amigos como Ronaldo Jacaré, e no seu projeto social tirou muitos jovens das drogas. Em São Paulo, onde montou a academia TT Jiu-Jitsu com Eduardo Telles, o faixa-preta lapidou e formou campeões como André Galvão e Rubens Charles Cobrinha.
Bicampeão mundial e considerado um dos maiores nomes da história do Jiu-Jitsu, Tererê não lutava desde o trauma que passou em 2004, quando permaneceu detido numa prisão dos Estados Unidos por dois meses por ter se desentendido com componentes da tripulação de um vôo que vinha para o Brasil. “Depois deste episódio do avião, muitos amigos deram as costas, perdi muitos contatos e muita gente que me ajudava passou a não me ajudar mais. Perdi muito dinheiro e a partir daí o meu chão desabou e passei a usar drogas”, revela Tererê, em uma conversa por telefone na tarde de hoje, onde pela primeira vez falou sobre o seu problema com as drogas.
Na entrevista, Tererê revelou que começou a usar maconha ainda em 2004 e que em seguida avançou para o crack. “Isso não é vida para ninguém, ainda mais para quem foi atleta como eu. Passei por momentos muito ruins. Cheguei a dormir na rua e ficar dias sem aparecer em casa. Mas agora está tudo mais fácil, porque eu quero largar o vícío. Antes eu não queria deixar de usar o crack, mas hoje eu quero largar e isso facilita o tratamento. Não vou mentir que eu fumo um maço de cigarro por dia, porque as vezes eu tenho vontade de usar drogas e o cigarro segura a minha onda. Mas isso não me faz bem e eu quero largar”.
Depois de quatro meses internado em uma clínica para dependentes químicos, em São Paulo, Tererê só pensa em voltar para casa. “Acabei de sair da clínica. Foi muito difícil este tempo que fiquei internado, mas respeitei a lei e segui o tratamento. Agora quero voltar para casa e ficar com a minha família. É lá que está a minha tranquilidade”, disse o faixa-preta, que já pensa em treinar e faz planos para voltar a competir. “Agora estou na casa do meu primo Leu (Leandro Martins) em São Paulo. Ele está me dando muita força. Quero voltar a treinar e se tiver oportunidade eu quero voltar a competir. Por enquanto estou sem professor, mas assim que alguém quiser me dar aulas eu volto a treinar”, afirmou.
Sem acompanhar os campeonatos de Jiu-Jitsu desde o incidente de 2004, Tererê não conhece a nova geração de lutadores, mas ao saber que muitos jovens se espelharam nele, o faixa-preta se mostrou muito feliz. “É mesmo? Fico muito feliz em saber isso. Que bom que as pessoas lembram do que eu fiz de bom para o esporte”. No período em que ficou internado, Tererê recebeu muito apoio de nomes como Kyra Gracie, Marcelinho Garcia, Rômulo Barral, Lucas Lepri, Michael Langhi e de seu fiel amigo, Elan Santiago, só para citar alguns. Ao saber através da nossa conversa alguns dos nomes que o ajudaram, Tererê fez questão de agradecer. “Eles são meus amigos e estou feliz que eles tenham me ajudado. Espero poder retribuir um dia. Obrigado”, finalizou
Fonte Tatame.com.br

Nota do Blog: Estamos na torcida pela recuperação do Campeão e queremos ainda ve-lo fazendo o que realmente sabe lutar Jiu-Jitsu. 

Um comentário:

  1. Pai to morrendo de saudades de você , espero que tudo corra bem com você . Quero te ver feliz como você sempre foi e sempre sera.
    beijos de sua filha Yanca Mattos .

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Ossssss

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