terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ALUGUEL NUNCA MAIS DIZ ILDEMAR MARAJÓ


Ildemar “Marajó” Alcântara tem motivos de sobre para estar radiante após o UFC São Paulo do último sábado. Escalado faltando dez dias para o evento, estreou na categoria de cima, meio-pesados, contra o lutador “da casa” e favorito Wagner Caldeirão, e conseguiu uma chave de joelho que ainda rendeu 50 mil dólares pela “Finalização da noite”. Em entrevista ao PVT, já decidiu o que fazer com o prêmio.

“Aluguel nunca mais! Vivo de aluguel há 11 anos aqui em Belém, deixando o proprietário rico (risos). Vou realizar o sonho da casa própria, estou procurando alguma por aqui. Antes não podia pensar nisso, contei muito com ajuda da minha mãe, era “mãetrocínio”. Mas agora tudo vai melhorar”, comemorou Ildemar.

Confira abaixo a entrevista completa, onde Marajó comenta a polêmica da luta do irmão Iuri Marajó, que lutou na mesma noite, e confirma que pretende descer para os meio-médios.

Como está depois da grande vitória? “Caiu a ficha”?

É muita felicidade, lutei em cima da hora, nem esperava ser chamado. Lutei no Brasil, venci, e ainda ganhei o prêmio de finalização. Três sonhos no mesmo dia.

Sobre os 50mil dólares da premiação: decidiu o que fazer com eles?

Aluguel nunca mais! Vivo de aluguel há 11 anos aqui em Belém, deixando o proprietário rico (risos). Vou realizar o sonho da casa própria, estou procurando alguma por aqui. Antes não podia pensar nisso, contei muito com ajuda da minha mãe, era “mãetrocínio”. Mas agora tudo vai melhorar.

Acha que surpreendeu a todos nesse UFC São Paulo? Qual era a estratégia?

Sim, surpreendi todo mundo, acho que todos consideravam Caldeirão favorito. O plano era trocar um pouco com ele, sem medo, porque aguento pancada, e tentar mesmo a finalização. Tinha que ter muito cuidado para quedar, até porque ele é mais forte, deveria estar com mais de 100kg. Era trocar um pouco e ir para o chão, deu certo.

Na coletiva de imprensa, você disse que pretendia descer não mais para os médios, mas para os meio-médios. Mantém a intenção?

Sim, estava batendo 84kg muito fácil no Brasil, lutando no Jungle Fight. Já pensava em bater 77kg antes, agora é o que vou pedir para o UFC, mas aceito o que ele decidirem. Sou funcionário deles agora. Já queria treinar para me preparar para a próxima, o Iuri não deixou.

Sobre o Iuri: como viu a polêmica do “no contest” na luta dele com Pedro Nobre?

A mão do Iuri pesa, foi um acidente. Meu irmão ficou triste com o resultado, só não ficou mais porque recebeu bolsa de vitória do UFC. Acontece, pode ter pegado um golpe errado... Bola para frente.

Seu irmão, mesmo no UFC, sempre treinou no Pará. Pretende sair com ele para outros centros para treinar wrestling, por exemplo?

Minha intenção é fazer intercâmbio, nos EUA e no Brasil, para quem abrir as portas para mim e para o Iuri. Vamos juntos, somos muito ligados, um vai onde o outro vai.
pvt

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