segunda-feira, 4 de abril de 2011

O POTIGUAR SERGIO JUNIOR DE MALAS PRONTAS PARA A INGLATERRA.

Os atletas Luis Besouro e Sérgio Júnior, ambos empresariados pela Prime Fighters, patirão hoje para a Inglaterra para uma temporada de dois meses de treinos na equipe Kaobon/RFT, na Terra da Rainha. “Eles vão auxiliar na preparação dos meus alunos que lutam no UFC, Mark Scanlon, Terry Etim, Paul Taylor e Paul Sass”, conta Marcello Brigadeiro, empolgado com a notícia.

“Lá eles vão ter a oportunidade de treinar Wrestling com o atleta da seleção britânica de Mike Grundy, e Muay Thai com o renomado treinador Colin Heron, que já foi eleito um dos melhores treinadores de Muay Thai da Europa. Também irão fazer uma preparação física intensiva com o Corey Drover, que é o principal preparador físico da Inglaterra”, acrescenta Brigadeiro. “Eu sempre procuro enviar os atletas da Prime Fighters para uma temporada de treinos lá porque esse intercâmbio de técnicas é excelente para eles. Ano passado foram o Juliano Ninja e o Franklin Jensen. Agora estão indo o Luis Besouro e o Sérgio Jr. e em breve irão Júnior PQD e Rafael Morcego”.

Além de novos treinos, Brigadeiro ressalta que a ida para o Velho Continente pode representar novas oportunidades para os lutadores nos ringues internacionais. “Já estou em contato com alguns grandes eventos europeus, e tanto o Besouro como o Sérgio Júnior farão algumas lutas por lá”, revela. “Eu e o (Márcio) Cromado chegamos à conclusão que seria interessante que eles fossem para a Inglaterra neste momento porque o Sérgio Jr. já tem mais de 30 lutas no Brasil e já estava na hora de lutar no exterior. Já em relação o Besouro, anda difícil arrumar luta para ele no Brasil. Tenho conversado com muitos eventos e se eu fosse fazer uma lista dos atletas que correram do Besouro, dava pra fazer um livro”, brinca.
Tatame

THIAGO SILVA REVELA COMO E POR QUE FOI FLAGRADO NO EXAME ANTIDOPING NO UFC

Flagrado no exame antidoping após sua luta no UFC 125, em janeiro, o brasileiro Thiago Silva não se pronunciou até o resultado oficial da Comissão Atlética de Nevada, que confirmou que sua urina havia sido adulterada.

Logo após o anúncio, o atleta escreveu uma carta aberta que foi divulgada entre os principais sites especializados em lutas no EUA. Enquanto espera a decisão da pena que irá cumprir, que será divulgada neste quinta-feira (7), Thiago falou pela primeira vez desde o acontecido e aceitou explicar o ocorrido em uma entrevista exclusiva ao R7, quando alegou ter usado uma sibstância para mascarar o uso de “pain killers”, anestésicos proibidos peça Comissão Atlética de Nevada.

Um dos melhores meio-pesados (93 kg), o brasileiro por duas vezes esteve próximo de disputar a cinturão da categoria mais equilibrada do mundo, mas, coincidentemente, perdeu nas duas ocasiões – as únicas da carreira, que conta com 15 vitórias, sendo 11 por nocaute -, justamente em períodos que lesões na coluna o afastaram dos treinos.

Recentemente, o americano Brandon Vera, que foi demitifo do evento após a fraca atuação diante de Thiago no UFC 125, foi reencorporado ao plantel de lutadores da maior organização de MMA do mundo.

Confira a seguir a entrevista completa com Thiago silva:

R7 - Como está sua cabeça depois de tudo isso?
Thiago Silva - Para ser bem sincero, eu estou super tranquilo. Se eu fiz o que eu fiz, é porquê teve uma justificativa. Acho que tem certos momentos na nossa vida que tomamos certas decisões, que nem sempre elas são as corretas. Mas tenho família e pessoas que dependem de mim, e, querendo ou não, a luta é o meu sustento. Estou com a minha cabeça tranquila, fiz o que eu fiz e está ai o resultado.

R7 - Como exatamente ocorreu o uso da substância, e qual era ela?
Thiago - Tudo começou há mais de um ano, quando eu lutei com o Rashad Evans. Machuquei minha coluna uma semana antes da luta, daí fiz os exames e descobri que tinha três hérnias de disco em estágio avançado na coluna lombar. Nesses sete dias eu fiquei sem conseguir andar, deitado tomando antinflamatórios. Fui lutar e perdi, porque não conseguia fazer nada, a não ser usar meus braços. Machuquei ainda mais minha coluna, e ela erradiou para a perna direita, tive uma contusão no nervo e perdi os movimentos da minha perna direita. Fiquei mais de 20 dias de cama e perdi mais 70% da musculatura da minha perna. Foram os piores 20 dias da minha vida. Fiz um ano de fisioterapia. Melhorei e fui escalado para enfrentar o Brandon Vera. Em um treino de wrestling eu tive uma torção na coluna no mesmo lugar e lesionei de novo. Mas decidi não desistir da luta, porque fiquei um ano sem lutar, mas gastando né? Aqui nos EUA, médico é muito caro, mesmo com plano de saude. Então eu gastei muito dinheiro e decidi lutar. Daí tomei uma injeção com coquetel de “pain killers”, que são tipo um anestésico para não sentir dor. Só que eles são proibidos pela Comissão Atlética, e eu, com medo de cair no antidoping, eu tomei um remédio para mascarar o “pain killer”, que foi o que aconteceu. Eles não acharam substância nenhuma, mas viram que a urina estava adulterada. Não foi a decisão correta, mas eu tinha que lutar e pagar as minhas contas.

R7 - Então você tomou um remédio para mascarar a urina? Li até que a urina poderia não ser humana...
Thiago - Tomei o remédio, não é que eu burlei e peguei uma outra urina. Primeiro porque não tem como. Quando você faz o exame você está na frente do perito, ele fica te olhando. Não tem como você trocar a urina. Ele fica te vendo urinar na frente dele. Por isso que te falo, eu amo meu país, mas a grande parte das pessoas destorcem as coisas demais. Muita gente não valoriza os próprios atletas. É por isso que eu as vezes não falo para sites brasileiros. Não recomendo isso a ninguém, acho que foi errado, mas como te disse, tenho família, e por ela eu faço qualquer coisa. Claro que errar uma vez é humano, e persistir é burrice, então não vou fazer isso de novo.

R7 - E você já tinha tomado esse remédio para burlar o exame alguma outra vez?
Thiago - Não, foi a primeira vez. Eu nunca tinha usado nada. Eu tenho muitas lutas no UFC, praticamente em 90% delas eu fiz exame antidoping, antes e depois da luta. Até exame de sangue eu já fiz, e nunca fui acusado. Meu único problema foi realmente a minha coluna. É muito fácil para quem está de fora dizer que eu me dopei. Eu nunca usei anabolizante, nunca tomei nada. Tomei “pain killers”, anestésicos para eu não sentir dor. Inclusive, quando eu acabei a luta a primeira coisa que eu fiz foi ir para o hospital. Porquê já estava passando o efeito do “pain killers”, e eu tive que fazer repouso e fisioterapia. Dormi com gelo na coluna a noite inteira. Fiz o que eu fiz para poder lutar e fazer o meu papel. É a única coisa que eu sei fazer, é o que paga as minhas contas.

R7 - Você se arrepende do que fez?
Thiago - Para ser sincero, o que eu fiz não foi uma coisa certa. Arrependimento a gente sempre tem um pouco, mas foi o que te falei: fiz isso para proteger minha família. Por eles eu faço qualquer coisa.

R7 - E quando você começou a sentir dores nas costas?
Thiago - Eu já tenho essa lesão faz muito tempo. Eu já tinha me machucado quando foi marcada minha luta com o Lyoto a primeira vez. Daí quando me recuperei a gente lutou, e depois dessa luta as lesões aumentaram. Eu tenho dores todos os dias, para você ter uma ideia, eu faço fisioterapia todos os dias. Faço a preparação física e a fisioterapia, tudo voltado para a minha coluna. Afinal, eu só tenho 28 anos e já tenho três hérnias de disco em estágio avançado. Eu tenho que lutar ainda por um bom tempo e fazer um dinheiro. Não vim de família rica, pelo contrário, já passei por muita coisa difícil na vida, teho que ter uma estabilidade. Enquanto eu tiver forças e vou lutar.

R7 - E depois disso tudo, como você vê seu futuro no MMA?
Thiago - Meu futuro no MMA é muito simples. Vou cumprir minha suspensão, e vou voltar a lutar. Muitos atletas já passaram por isso e cumpriram sua punição e voltaram. É o que eu vou fazer. Aproveitar esse tempo para curar ainda mais as minhas costas, vou voltar 100% e ainda vou lutar pelo cinturão, você pode ter certeza. Sou profissional, não estou lá a toa. Tenho o objetivo de estar no topo, e é o que eu vou fazer, nada vai me parar. Foi minha culpa? Foi. Sou homem de assumir o que faço. Tem vários lutadores que negaram e estão até hoje tentando provar inocência.

R7 - E você chegou a conversar com sua equipe antes disso?
Thiago - Não, jamais iria colocar a minha equipe em uma situação dessas. Eles são muito profissionais, acho que se eu comentasse isso eles iriam dar um jeito de cancelar a luta sem eu saber. Tudo que eu fiz foi minha decisão. Foi até um choque para eles, porque eu também não comentei depois da luta. Sou assim, se eu tenho que fazer alguma coisa, eu faço sozinho.

R7 - E depois que o resultado foi divulgado, você conversou com eles?
Thiago - Sim. Eles ficaram meio chateados porque queriam que eu tivesse falado. Mas, assim, eu já estava fazendo algo errado e não queria arriscar outras pessoas comigo. Não seria honesto da minha parte. Querendo ou não, eles estão sempre do meu lado e fazem tudo por mim. Se eu fizesse algo assim eu não conseguiria nem me olhar no espelho. Jamais alguém vai me ver fazendo algo de errado e jogando a culpa nos outros.

R7 - Já se reuniou com a alta cúpula do UFC para explicar a situação?
Thiago - Não conversamos, mas devemos nos encontrar em breve. Assim que saiu o resultado do exame eu já fiz a carta para explicar o que aconteceu e agora estou esperando para fazermos uma reunião.

R7 - Qual pena vocÇe acredita que será imposta?
Thiago - Provavelmente de nove a 12 meses.

R7 - Você tem medo de ser demitido do UFC?
Thiago - Tenho receio. O UFC sempre foi bom para mim, me deram muito apoio. Estou no evento desde 2007, tenho muita consideração com eles. Por isso que na carta eu pedi desculpas para eles, para os meus fãs e para a Comissão Atlética. Mas eu fiz o que eu fiz, e se eu for demitido, a culpa é inteiramente minha. Daí eu vou correr atrás, lutar outros eventos e voltar, não tem jeito. Se você está no topo uma hora você volta. Você tem que lutar para vencer os melhores, e se fizer isso você sempre será bem visto.

R7 - E você tem acompanhado as notícias que saíram aqui no Brasil?
Thiago - Para ser bem sincero eu acompanho mais aqui nos EUA. Na minha casa não tem canal brasileiro, e eu sou bem ocupado, não tenho tempo para ficar muito tempo na internet. Respondo meus e-mails pelo telefone mesmo. Tenho que treinar, cuidar da minha academia e dos meus alunos. Tenho excelentes atletas que estão se revelando. Também não posso perder meu tempo lendo o que estão falando de mim. Sei o que eu fiz e as consequências. Vou olhar pra frente e trabalhar.

R7 - A carta que você enviou aos sites nos EUA, você acha que pode te ajudar?
Thiago - Se ajuda ou não, eu não tenho a mínima ideia, mas ajuda na minha consciência. Não quero passar por mentiroso. Eu seria mais idiota do que já fui se eu ficasse negando o que fiz pelo resto da minha vida.

R7 - Em fóruns especializados, muita gente especula que sua pena pode ser maior por, além de usar uma substãncia ilegal, tentar mascarar o resultado da comissão. Você acha que isso pode acontecer?
Thiago - Não sei. O que você acha que seria pior, se encher de bomba, ou mascarar um “pain killer”? Vai do critério dos juízes e da Comissão Atlética. Não dá para comparar com outros casos porque cada estado tem uma Comissão e uma lei própria. Pelo que o meu manager me disse, a pena em Nevada é de um ano.

R7 - E como você vê sua imagem depois de todo esse caso??
Thiago - Não das melhores, mas teve uma justa causa. Para ser sincero, eu não ligo muito para o que as pessoas vão ficar falando, vou focar em fazer meu trabalho.

Fonte: R7

O POTIGUAR PATRICK "PITBULL" ESTRAÇALHA NO GP DO BELLATOR


O Bellator rolou no Mohegan Sun Arena em Uncasville, Connecticut, Estados Unidos, com lutas casadas e disputas no modelo grand prix. Neste sábado as feras da organização estiveram em ação.

Ex-lutador do Pride, Luiz Azeredo foi convocado de última hora para substituir Matt Veach, contra o brasileiro Rene Nazare. No cercado negro Azeredo fez uma luta parelha, e com muita trocação, mas no final do primeiro giro, o atleta da Chute Boxe acabou fraturando o braço ao defender um chute do faixa-preta, que chegou a sétima vitória em sete lutas.

O potiguar Patrick Pitbull, estraçalhou mais uma vez no GP dos pesos leves. Encarando a pedreira Toby Iamada, o casca-grossa começou a luta com uma trocação afiada, e logo achou a distância e o tempo certo, pra acertar uma joelhada voadora que deixou o americano nocauteado em pé, aí mais dois socos selaram o resultado.

Outro destaque, foi Eddie Alvarez que manteve o cinturão dos leves ao vencer Pat Curran por decisão unânime.


Bellator 39
Mohegan Sun Arena, Uncasville, Connecticut, Estados Unidos
2 de abril de 2011

John McLaughlin venceu. Blair Tugman por decisão unânime
Rene Nazare venceu Luiz Azeredo por nocaute técnico (lesão no braço) no 1R
Dave Jansen finalizou Scott McAffe com um triângulo de mão no 1R
Ryan Quinn venceu Mike Winters por deisão unânime
Ben Sauders venceu Matt Lee por interrupção médica

Semifinal GP dos Leves
Patrick Pitbull nocauteou Toby Iamada no 1R

Semifinal GP até 77 kg
Rick Hawn venceu Lyman Good por decisão unânime

Defesa do cinturão dos leves
Eddie Alvarez venceu Pat Curran por decisão unânime
FONTE: MEIAGUARDA

EMPRESÁRIO É SUSPEITO DE MATAR GARÇOM COM GOLPES DE JIU-JITSU

Um empresário se desentendeu com um garçom e o matou com golpes de jiu-jitsu e pontapés em Itapetininga (172 km de SP), de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública). O suspeito foi preso nesta quinta-feira (31).
Segundo a secretaria, os dois discutiram em uma padaria sobre as chaves de uma moto, e o garçom tentou impedir o empresário de deixar o estabelecimento. A SSP diz que, na ocasião, o empresário, que pratica jiu-jitsu, aplicou golpes fatais contra o garçom.
Inicialmente, o suspeito negou o crime. A polícia o acompanhou até sua casa e lá encontrou uma calça em um balde com água sanitária, um par de tênis na máquina de lavar roupas e três anéis no banheiro --todos com manchas de sangue.
Questionado novamente, o empresário confessou ter matado o garçom com golpes de artes marciais e disse que agiu em legítima defesa, afirma a polícia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

FEDOR DEIXA A RÚSSIA E TREINA COM HOLANDÊS PARA VOLTAR AS VITÓRIAS NO MMA

Depois de passar dez anos invicto como o melhor peso pesado do mundo, o ex-imbatível Emelianenko Fedor sofreu duas derrotas seguidas – para Fabrício Werdum e Antônio “Pezão”. Os seguidos insucessos fizeram o russo repensar a carreira e buscar algo que lhe faltava desde a época do extinto Pride: intercâmbio. 

Na período em que reinou absoluto no Japão, Fedor costumava lapidar suas habilidades na troca de golpes em pé com o quatro vezes campeão do mundo Ernesto Hoost, na Holanda.

Em vídeo divulgado pela assessoria do atleta, Fedor e Hoost aparecem treinando na academia do holandês em mais uma das fortes sessões sparring que fizeram de Hoost o maior vencedor do K-1 de todos os tempos.

Para o ex-campeão dos galos (61 kg) do WEC Miguel Torres, a volta do russo aos treinos na Holanda significam que ele deixou sua zona de conforto e está pronto para voltar ao topo.

- Eu digo sim, [ele precisa deixar a Rússia]. A Rússia será sempre sua casa, mas ele carece de crescimento. Ele em uma encruzilhada. Precisa se ajustar e começar a trabalhar em ser um lutador cerebral [novamente] e não um showman. Ele precisa voltar ao mundo que ele já dominou.

Cabe à Comissão Atlética dos EUA analisarem o vídeo para constatar se os treinos descumprem a restrição médica imposta ao atleta após os danos sofridos no combate contra o brasileiro Pezão.
R7

LUTA CONTRA MACHIDA DEVE SER A ÚLTIMA DE RANDY COUTURE.

O “Hall of Fame”, ex- campeão dos pesos pesados e dos meio-pesados do UFC, o americano Randy Couture, anunciou que a sua próxima luta, contra o ex-campeão dos meio pesados do UFC, o brasileiro Lyoto Machida, deve ser a ultima luta da sua carreira, isso independente de ganhar, perder ou empatar.

Em entrevista ao site britânico da ESPN, Couture disse:

“Há uma grande chance de essa ser minha última luta. Não vou fazer nenhum pronunciamento oficial, acho que as pessoas não acreditarão mais, pois já fiz isso antes. Mas estou numa excelente forma e estou confiante sobre a luta contra Lyoto e estou me preparando sobre como vou por minhas mãos nele. Tem muitas outras coisas me chamando agora, e tem uma grande chance de essa ser minha despedida.”

“Eu tenho muitos filmes para trabalhar, Os Mercenários 2 está chegando em Setembro, e tenho meus outros negócios, como a companhia de roupas e a extensão da minha academia. Francamente, estou cansado, é hora de aproveitar a vida.”

Couture chegou a falar em aposentadoria recentemente, após enfrentar o campeão de boxe, James Toney, Couture alegou falta de motivação para continuar a lutar, mas como já vimos esse filme antes, só nos resta esperar se dessa vez a lenda vai realmente abandonar o octagon.

Fonte: MMA By Neko

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MMA BRASILEIRO?


As seguidas derrotas de grandes nomes do MMA brasileiros levantam um questionamento sobre o que realmente se passa. Neste artigo, o site Fight World discute o tema, toca em pontos chaves e reflete com você se estamos ou não numa crise.
Por Jânder Magalhães
O que realmente está acontecendo com o MMA brasileiro? Onde os nossos lutadores estão errando? Será que os estrangeiros já descobriram nossos pontos fracos mais uma vez?
Questionamentos como estes transitam na mente de um tanto de brasileiros, muitos deles estupefatos com os recentes resultados nos grandes eventos internacionais, onde, mais do que derrotados, eles têm seu “jogo” completamente anulado. Em alguns fóruns de discussão na internet e em academias, podemos encontrar as mais diversificadas respostas para as perguntas feitas no início da matéria, mas será que elas realmente respondem definitivamente o atual quadro do MMA nacional?
Uma das respostas para a queda de rendimento, segundo alguns, é equiparação do nível do Jiu-Jítsu com os gringos. Para alguns, a Arte Suave já não faz o mesmo efeito dos primórdios do MMA moderno e a cada dia, lutadores de todo o mundo se aprimoram nesta luta e conseguem neutralizar o jogo, que é à base da maioria dos nossos lutadores. O argumento é válido, mas deixa brechas para contestações, afinal, ainda é possível ver o bom e velho Jiu-Jítsu salvando os brazucas de muitas situações difíceis, que o diga o próprio campeão dos médios do UFC. Ademais, este argumento pode ser considerado algo “requentado”, já ouvido em outras épocas.
Outro aspecto levantado versa sobre uma das lutas que mais frente faz ao jogo dos brasileiros, o wrestling. Não é de hoje que este tipo de arte, um anti-jogo para muitos, perturba a cabeça e bagunça a guarda brazuca, e olha que isso tem sido algo muito freqüente. Na verdade, para muitos observadores, não é só a fuga das finalizações que trazem vantagens aos wrestlers, o próprio sistema de pontuação os favorece, a começar pelas quedas, critério de peso na avaliação da maioria dos árbitros, principalmente americanos.
Aliás, é neste quesito, queda, onde os brasileiros parecem não ter evoluído tanto quanto os americanos e outros lutadores evoluíram no Jiu-Jítsu. Para quem é surpresa que o MMA é um esporte extremamente dinâmico? Enquanto os gringos se enfurnavam nas academias de Jiu-Jítsu, quantos brasileiros treinavam, de forma séria e com grandes nomes, a luta olímpica? Pois é, amigos, a fila anda, ademais, não são só as quedas, o legado do ground’n’pound deixado por Mark Coleman faz escola até hoje, e quantos brasileiros se adaptaram ou criaram uma defesa para isso? Sem sombra de dúvida, este é um argumento muito convincente, mas não sabemos ao certo se ele justifica totalmente o atual quadro, pois, contudo, as finalizações e nocautes ainda continuam bem vivos nos grandes resultados.
Especulações à parte, o certo é que não há uma só resposta, uma só explicação para um quadro tão complexo, que encerra inúmeras variáveis. Todavia, alguns aspectos parecem ser claros, e apontar para um possível entendimento da situação.
O primeiro deles é o condicionamento físico. Na luta em que perdeu o cinturão para Jon Jones, o brasileiro Maurício “Shogun” Rua parecia um amador na frente do americano neste quesito, mesmo sabendo que isso nunca foi algo de grande destaque neste lutador, ficou claro que sua preparação não foi à adequada para esse tipo de combate. Lutadores brasileiros precisam ficar alerta para o tipo de condicionamento que devem escolher, considerando, inclusive, o adversário, afinal, não é só treino funcional que vai lhe dar o cardio necessário pra isso, a preparação deve estar atrelada à estratégia.
E é justamente nesta palavra que pode se encontra o caminho das pedras, estratégia, e olha que a boa estratégia não inicia quando o árbitro autoriza o combate, ela começa já no casar da luta, vide o faz no momento Wanderley Silva sobre o assunto Vitor Belfort, e o que não fez Shogun frente ao Jon Jones. Destaca-se então o local de treino e dos parceiros e sparings que serão utilizados, não adianta treinar num local com uma vista deslumbrante como Niterói e com parceiros antigos e amigos se você pretende tirar o cinturão de alguém, é preciso ter qualidade e variação. Tudo isso também não terá o efeito desejado sem um Head Coach, é necessário alguém que responda pelos treinos, e esse alguém não pode ser escolhido apenas por ser parente próximo ou ser amigo de longas datas, a conversa agora exige profissionalismo para ter a coragem de tirar o lutador da zona de conforto, alcançada por alguns lutadores que chegam ao topo, de fazê-lo sentir que não basta o ritmo normal, tem que se superar.
Talvez alguns até possam achar fácil e cômodo para um jornalista julgar toda essa questão, mas se alguém tem que fazê-lo, o site Fight World não se furtará disso. O MMA, vez por outra, apresenta uma nova geração de atletas, que trazem consigo o que chamamos aqui de uma nova “inteligência de luta”, que vai bem mais além da modalidade que se pratica, mas como ela é utilizada.
A verdade é que aqueles não acompanham o rápido movimento da vida, estão sujeitos a ficar na estação vendo o trem passar. Um campeão deve lutar com se fosse o último da fila, e por acaso alguém duvida que o clichê de que o difícil mesmo não é chegar ao topo, mas manter-se lá, por acaso não se aplica ao atual momento?


Artigo do site Fight World

Quem é o invicto próximo rival de Anderson Silva no UFC Austrália

Ex-campeão dos médios e referência no MMA internacional, Anderson Silva estará de volta ao octógono em 2019. Com luta acordada verbalme...