segunda-feira, 11 de abril de 2011

FRASES DE BRUCE LEE - MUITA SABEDORIA

Bruce Lee é considerado por muitos como o maior praticante de artes marciais do século XX. Não entraremos nesta questão, mas de fato sua história e técnica são impressionantes. Contudo poucos sabem da parte filosófica do “Dragão”.
   Se o mestre era expert em Jun Fan Gung Fu (literalmente Kung Fu de Bruce Lee), suas idéias podem muito bem ser usadas para o aperfeiçoamento do lutador de jiu-jitsu. Vejamos, a primeira abaixo poderia muito bem ser usada por Roger Gracie:

“O objetivo a ser desenvolvido não é realmente nada de especial. É meramente a simplicidade, a habilidade de expressar a técnica mais adiantada com o mínimo de esforço. Sofisticar não é ornamentar.” (Bruce Lee)

   O opinão de Hélio Gracie de que “a faixa ser para segurar as calças”, era bem similar a de Bruce Lee:


“Eu não tenho nenhum tipo de faixa, qualquer que ela seja. A faixa é apenas um tipo de certificado. Para que ela serve? A menos que você possa fazer a coisa, a faixa não quer dizer nada. Eu acho que ela dever ser usada apenas para segurar as calças, pois para isso ela foi feita.” (Bruce Lee)

    Quando Rorion Gracie criou o UFC e mostrou ao mundo a eficiência do jiu-jitsu perante a outras artes marciais ,parecia estar realizando uma profecia de Bruce:


"Para mim 99% desse negócio de autodefesa oriental é besteira. É jazz ornamental. É bom, mas não funciona." (Bruce Lee)

   Será que Marcos Ruas ouvira Bruce Lee ao revolucionar o vale-tudo dominado técnicas de artes marciais variadas:


Foto: Yuddy.com
"Se um jogador de tênis joga pingue-pongue para melhorar seus reflexos, ninguém irá chamá-lo de traidor ou dizer que ele está menosprezando as tradições de sua arte. Mas, se um artista marcial procura atualizar seus métodos de treinamento, buscando em outras atividades esportivas, como a esgrima e o boxe, certas téc­nicas que o aprimorarão, não é visto com bons olhos pelos seus companheiros. Já é tempo do verdadeiro ar­tista marcial abandonar esse modo estreito de encarar as coisas. Qual o objetivo da arte marcial? Digo eu — desenvolver urna técnica eficiente que permita ao ar­tista marcial sair-se bem em urna luta real — note bem, eu disse luta real e não confronto esportivo. Ora, se o seu treinamento leva você a atingir esse objetivo, o que importa nomes de golpes, fazer ou não fazer Katas, ter ou não urna faixa preta, ostentar ou não um diploma na parede? Importa apenas SER OU NÄO SER (To Be or not To Be) UM ARTISTA MARCIAL.” (Bruce Lee)

Você acha que as lutas dos filmes de Bruce Lee revelam seu estilo como lutador real? Não se engane:


“Oscript pode exigir que Kato aplique alguns chutes devastadores na cabeça dos vilões. Isso é apenas para efeito dramático. Qualquer marginal com um conhecimento primário de defesa pessoal desequilibraria vocês se tentassem usar suas pernas dessa forma. O Kung Fu real exige urna linha de ataque bem mais inteligente. Algumas das técnicas usa­das por Kato não são as que eu pratico. Principalmente as de chutar ou saltar. Meus chutes no Kung Fu real são baixos e visam à canela e o baixo-ventre." (Bruce Lee)

Mas chega de “especulações” e comparações, vamos a mais pura filosofia... Ao deleite...


"Para compreender as téc­nicas físicas você deve aprender que elas contem una porção de movimentos coordenados. Isso pode pa­recer bastante desajeitado para você, porque urna boa técnica incluí mudanças rá­pidas, grande variedade e velocidade. Colocar a essência, o coração das artes marciais em seu próprio coração e tê-la como parte de si mesmo, significa urna compreensão total e o uso de um estilo livre. Quando obtiver isso, saberá que não existem limitações para Você." (Bruce Lee)

Foto: MoneyAccumulator.com
"Deixa de pensar como se não estivesses deixando. Ob­serva as técnicas como se as não observassem. Não há ensinamento fixo. Tudo o que posso lhe dar é um remédio certo para uma indisposição determinada." (Bruce Lee)

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nos somos, devemos ter alguma consciência do que nos so­mos. Isto não implica num crescimento diário, mas num decrescimento diário — tire fora o que não for essencial." (Bruce Lee)

"Não há nada melhor do que o estilo livre na prática de qualquer arte combativa. Deve-se usar um equipamento de proteção adequado e entrar firme. Então você pode aprender a coordenação e a distancia correta para os chutes, socos etc.... O melhor parceiro é o bem forte, que nada sabe — o doido que vem com tudo — arranhando, agarrando, socando, chutando etc...." (Bruce Lee)

"Isso é comportamento não estilizado. Você fez o que veio naturalmente. Não perdeu tempo, apenas apanhou a carteira no ar. Não se agachou, não soltou um Kia, não ficou na posição do cavalo ou qual­quer das posições clássicas antes de apanhar a cartei­ra. Se o tivesse feito não a teria apanhado. Em outras palavras, quando alguém te agarrar, soque-o! Não faça qualquer movimento desnecessário ou sofisticado. Se o fizer levará urna paulada e, numa briga de rua, perderá a camisa." (Bruce Lee)

"Ao fazer urna estátua o escultor não adiciona massa ao seu trabalho. Na verdade, ele retira todo o desnecessário até que se revele a verdade, sem obstruções. Assim, ao contrário do ensinamento dos estilos organi­zados, ser bom não significa adicio­nar mais. Significa minimizar. Em outras palavras, ex­cluir o desnecessário. Não é um acréscimo diário e sim um decréscimo diário." (Bruce Lee)

"A arte é a expressão real do ser. Quanto mais com­plexo e restrito for o método, menos oportunidades haverão para a expressão do sentido original de liberdade. Lembrem-se, estão expressando as técnicas e não fazendo as técnicas. Se alguém os atacar, sua reação não é a técnica n. ° 1, posição n. ° 2, seção 4, parágrafo 5. Ao invés disso, mova-se simplesmente — como o som e o eco — sem qualquer deliberação."

"Urna postura pessoal é o objeto de urna efetiva organização interior do corpo, que pode ser obtida apenas através de longa e bem dis­ciplinada prática." (Bruce Lee)

“A simplicidade é a distancia mais curta entre dois pontos." (Bruce Lee)

"A inteligência é algumas vezes definida como a capacidade do individuo adaptar se as circunstancias ou adaptar as circunstancias às suas necessidades." (Bruce Lee)

"Rolando as mãos tanto em harmonia quanto em con­traste, os praticantes cultivam a energia fluente." (Bruce Lee)

"A vitória, mesmo antes do combate, está para aquele que não tem pensamentos voltados para si próprio, permanecendo na consciência da grande origem. No coração do homem que con­trola seus pensamentos e emoções, nem sequer o tigre encontra espaço para introduzir suas garras ferozes."(Bruce Lee)

“Antes de estudar arte, um soco para mim era apenas como um soco, um chute apenas como um chute. Depois que estudei a arte, um soco não era mais um soco, um chute não era mais um chute. Agora que compreendi a arte, um soco é apenas como um soco, um chute apenas como um chute.” (Bruce Lee)

“Esvazie sua xícara primeiro, só então você poderá provar meu chá. Afinal de contas a utilidade da xícara está em poder esvaziar-se. Abra sua mente para receber novas idéias.” (Bruce Lee)

“Empenhar-se ativamente para alcançar determinado objetivo dá à vida significado e substância. Quem quiser vencer deve aprender a lutar, perseverar e sofrer.” (Bruce Lee)

“Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco.” (Bruce Lee)

“Você e o seu oponente são um só. Há uma relação de coexistência entre vocês. Você coexiste com seu oponente e torna-se complemento dele, absorvendo-lhe os ataques e usando a força dele para vencê-lo.” (Bruce Lee)

Fonte: http://jiujitsuonline/

FILHA DO CRIADOR DE STAR WARS (GUERRAS NAS ESTRELAS) LUTA MMA

Amanda Lucas, filha do criador de Star Wars e do Indiana Jones, George Lucas, resolveu não seguir a profissão de seu pai e optou por dar espetáculo dentro dos ringues, ao invés das telas dos cinemas. A lutadora tem duas lutas, sendo uma vitória e uma derrota, e volta a lutar hoje (9) no evento Freestyle Cage Fighting 46, que acontece em Oaklahoma, Estados Unidos. Faixa-roxa de Jiu-Jitsu de Lana Stefanac e aluna de MMA de Gilbert Melendez, Amanda encara Heather Martin e está empolgada para a luta, conforme revelou ao site MMA Fighting. “Eu estava escalada para lutar em fevereiro, mas eu sofri uma contusão durante meus treinamentos e passei quase os últimos seis meses cuidando da reabilitação do meu joelho. Quero fazer essa luta, tirar uma semana e depois voltar para a academia. Estou em ótima forma, bem preparada e pronta para me testar no sábado”, disse Amanda.
Tatame.

EX-BOXEADOR CONSTRÓI OCTÓGONO SOB VIADUTO


A popularidade do MMA (Artes Marciais Mistas) chegou nas ruas de São Paulo. Com material reutilizado, um octógono (arena utilizada na prática da modalidade de combate) está sendo construído sob o viaduto Alcântara Machado --na zona leste da capital.

A arena de nove metros de diâmetro é idealizada e construída pelo ex-pugilista Nilson Garrido, 54, e dividirá o espaço com dois ringues de boxe, aparelhos improvisados de ginástica e uma biblioteca.

A ideia, segundo Garrido, surgiu após muitos frequentadores do projeto mostrarem interesse pelo MMA. "Eles queriam praticar no meu ringue de boxe e assim não dá. Essa luta precisa de mais espaço e proteção diferenciada", diz o ex-pugilista.

Os lados do octógono foram estruturados com oito barras de ferro galvanizado, doadas pela sub-prefeitura da Mooca. O piso --que ainda receberá tatame e lona-- cimentado com pedra e areia oferecidas por um empresário local.

Com 70% da arena pronta, Garrido diz ter investido até o momento R$ 20 na construção. "Com esse dinheiro comprei eletrodos para a máquina de soldar. O resto veio de doações", contou.

Para cortar os ferros nos tamanhos necessários, o ex-pugilista se valeu de um vizinho serralheiro. O próprio Garrido soldou as barras, com um máquina consertada para o início da obra há cerca de três meses.

Depois de pronto, o octógono também segundo Garrido-- servirá na promoção do MMA para quem não tem condições de praticá-lo. A arena também deverá ser alugada para lutadores habituados ao esporte.

"Vamos repassar a verba arrecadada para aqueles que não têm dinheiro. Esse esporte é um pouco caro, por conta da alimentação específica que os atletas precisam adotar", afirmou Garrido.

Sérgio Baratelli, presidente da Confederação Brasileira de Lutas Vale-Tudo, desconhecia a iniciativa --mas acredita que projetos como esse podem revelar talentos no esporte.

"Bem administrado, esse lugar pode ser um celeiro de grande lutadores. O Anderson Silva e o Wanderlei Silva campeões no UFC (Ultimate Fighting Championship), evento de maior projeção do MMA, por exemplo, nasceram em famílias que não tinham muito dinheiro", disse Baratelli.

Apesar do sucesso do MMA, Baratelli vê riscos no crescimento desenfreado da modalidade.

"Fico preocupado com quem quer explorar o 'boom' do MMA só para ganhar dinheiro. Precisa de gente capacitada, inclusive para aplicar os treinamentos", disse o presidente da confederação.

A previsão inicial era de que o octógono fosse inaugurado em março, mas a data acabou adiada por falta de materiais como a tela de proteção. A primeira luta será disputada por conhecidos de Garrido que já treinam MMA.
Meiaguarda.com

A ORIGEM DAS ARTES MARCIAS NOS PAÍSES

As artes marciais (que literalmente significam "arte da guerra", mas freqüentemente referidas como artes de luta) são vastos sistemas de práticas codificadas e tradições de combate. As artes marciais são consideradas como uma arte e uma ciência.  Suas raízes remontam a pré-história, sendo que os primeiros métodos sistematizados surgiram por volta de mil anos antes de Cristo.
   Nesta postagem citamos a origem por país de cada arte marcial. Algumas artes marciais têm origens múltiplas e serão citadas posteriormente.
   Essa postagem será regularmente atualizada ao longo dos próximos dias para incluir as demais lutas e países.
    Para quem tiver interesse e ler mais sobre determinada técnica, cliquem no link para serem direcionados a Wikipedia. Sempre que possível colocamos como destino uma página em português, mas caso não haja em nossa língua, tivemos como primeira opção o inglês, depois espanhol e em seguida a língua de origem da luta.
 
 
Armênia
Kokh, Wrestling Tradicional ou Luta Tradicional.

Austrália
 Arzeibaijão
Gulesh, Wrestling Tradicional ou Luta Tradicional.
Turando
  Bretanha
Brasil
 
Continua... Em brve
Jiu-Jitsuonline

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ENTREVISTA DE LYOTO MACHIDA A TATAME

Ex-campeão do UFC, Lyoto Machida volta à jaula mais famosa do MMA mundial no final do mês, mais especificamente no UFC 129, que rola dia 30 de abril, contra um dos maiores nomes da história do esporte: Randy Couture. Diante do desafio, o carateca revelou, em entrevista exclusiva à TATAME direto de Belém, onde treina com a família, que terá desafios maiores que “simplesmente” Randy. “É uma luta que, por mais que você tenha certa vantagem, você tem que ser muito claro, porque o Couture tem um nome que pesa. Eu sempre penso que eu não vou lutar só contra ele, mas contra os árbitros também”, afirmou Lyoto, avisando que não pretende deixar a luta terminar por pontos. No bate-papo exclusivo, Machida falou sobre a compra do Strikeforce, falou sobre seus treinos e comentou a vitória de Jon Jones sobre Maurício Shogun, elogiando o fato de o americano ter “sobrado” contra o maior adversário de sua carreira. “O Carlson (Gracie) falava isso: ‘gado bom não tem esse negócio, gado bom a gente vê no início’. Às vezes o cara não precisa ser muito experimentado, porque às vezes o cara é bom... Eu vi e disse que esse cara tinha potencial para chegar”, disse. Confira:

Como está o seu treinamento para a luta contra o Randy Couture?

Na verdade, a preparação toda da luta vai ser feita em 12 semanas. Nós estamos a quatro semanas do evento, então a gente já trabalhou oito semanas. Nesse período, a gente fez muito a parte física primeiramente, estamos com uma equipe bem elaborada para que não tenha um erro de preparação física, para que a gente saiba dosar até onde a gente pode ir e até onde a gente deve parar. A gente fez bastante essa parte física, já entrou na parte técnica bem aprofundada, e o treinamento é baseado no meu estilo, que é a luta em pé, mas trabalhando outros fundamentos do MMA, que é a parte de queda. Eu enxergo hoje no MMA que, por exemplo, o Randy Couture é um cara do Wrestling. A gente respeita, sabe, mas quando mescla tudo isso com chute, muitas das qualidades se igualam, assim como acontece com a luta em pé. Um soco dele pode entrar, assim com uma queda minha pode entrar... O esporte está bem equilibrado nesse aspecto.

O Randy Couture, além um wrestler, é um grande estrategista. O que você preparou para essa parte?

A gente sempre visualiza os aspectos físicos primeiros. A resistência é uma qualidade física que você pode continuar ganhando com o decorrer do tempo, mas a velocidade você tende a perder com a idade. A gente tenta priorizar essa parte da velocidade em todos os movimentos, seja no Wrestling, na parte de chão ou na parte em pé. É muito difícil hoje em dia que a estratégia vai ser basicamente essa porque, como eu estou te dizendo, o esporte está tão profissional e competitivo que os caras estão preparados em todos os aspectos, em todos os terrenos, então é difícil dizer. A gente vai tentar fazer o melhor jogo de MMA baseado no nosso estilo, obviamente.

O Dana White chegou a falar que você poderia ser até demitido do evento, caso perdesse para o Randy Couture. Como você está encarando essa pressão?

Sinceramente, no início, quando ele falou isso, eu fiquei preocupado e até um pouco chateado. Mas depois a gente teve uma reunião e, na verdade, não foi bem isso que ele quis dizer, e eu parei de me preocupar e parei de ficar pensando nisso porque eu quero fazer uma luta limpa. Quero mostrar o que eu venho treinando, o que eu melhorei das últimas lutas para cá.

Uma vitória em cima do Couture pode ser um grande salto dentro da categoria. Onde você acha que você fica, caso você ganhe? De repente na fila pelo cinturão...

Com certeza. Eu acho que chega a um patamar, quando você já figura entre os tops, que qualquer coisa pode acontecer. Você pode ver nas categorias que acontece isso: o cara nem está “rankeado”, mas faz uma boa luta e as coisas acontecem, de repente ele já está na boca pelo título novamente. Mas é claro que a gente se preocupa sempre com o nosso próximo passo, que para mim é essa luta com o Couture. Agora, a consequência de uma vitória logicamente seria de me por lá para a frente, até pelo nome que o Couture já construiu no evento. Eu encaro essa luta como uma luta difícil, não é uma luta fácil. É uma luta que, por mais que você tenha certa vantagem, você tem que ser muito claro, porque o Couture tem um nome que pesa. Eu sempre penso que eu não vou lutar só contra ele, mas contra os árbitros também.

Na luta contra o Rampage, você manteve o seu estilo nos dois primeiros rounds, e depois partir para cima, sendo contundente, e perdeu em uma decisão polêmica. Que Lyoto nós vamos ver agora?

Eu acho que o estilo é o mesmo, mas o que aconteceu com o Rampage prova que, se em muitas das lutas eu inicio esse processo um pouco antes, essa luta pode terminar antes do tempo, seja lá no chão ou em pé. Isso mostrou que o Rampage é um cara duro, mas quando eu realmente resolvi partir para cima e tentar decidir alguma coisa, eu tive uma grande vantagem com isso. Agora, levando em consideração de onde eu vinha, uma derrota contundente, sofri um nocaute, então existia toda uma preocupação para que a luta pudesse correr um pouco mais, não acontecesse o que aconteceu na luta com o Shogun, da luta acabar no primeiro round. Eu acho que, a partir do momento que eu parto para cima, eu tenho levado certa vantagem, então acho que, se eu adianto um pouco isso, como eu fiz com o Rampage, comecei a ir para cima no segundo round... A gente sabe que o primeiro round é de muito estudo, você não sabe o que o cara preparou para você, então é difícil você também se expor demais, mas a partir do segundo eu acredito que dá para se expor mais.

Na última vez você trouxe o Pedro Rizzo, o Glover... Quando você não os traz, você vai até eles?

Isso.

Como está sendo desta vez? Você está treinando com quem?

Nessa luta eu não quis viajar, eu quis ficar aqui. O próprio Joinha falou que se eu quisesse ir para outros lugares treinar, como com o próprio Dedé Pederneiras, a quem eu admiro muito, gosto muito do trabalho que ele realiza... Mas é como eu digo, existem outros aspectos que fazem parte da performance, não só o treino, mas o social, o afetivo, psicológico, alimentação... Por enquanto, estou treinando com a minha equipe, mas eu quero trazer o Glover, que é um cara que me ajuda muito e, acima de tudo, que mostrou ter muito caráter, com disciplina. Tanto ele quanto o Pedro Rizzo se encaixaram bem no nosso perfil aqui de atleta e de pessoa. Pedro Rizzo também é um cara que me ajudou muito, mas eu acho que, para essa luta, se eu trouxer só o Glover, que é um cara que é mais leve um pouco, está mais no meu peso, vai me dar um suporte maior, porque o Pedro é um cara muito forte, mas muito pesado para mim nessa fase final, então eu posso acabar me machucando com ele porque ele bate duro, chuta pesado, então às vezes eu prefiro pegar um cara mais leve, mas que simula bem o que eu preciso.

Desde o Rampage, ninguém tem conseguido segurar muito o título dessa categoria, como foi o caso do Shogun, que foi derrotado pelo Jon Jones. O que você achou dessa luta?

Ninguém sabe... Eu, como atleta, não sei o que aconteceu por trás dos bastidores. Não é que eu estou defendendo, mas eu defendo muito o lado do atleta, e às vezes o público não conhece esse outro lado. Porque antes do cara ser atleta, ele também é um ser humano. Então ninguém sabe o que aconteceu antes, ali fora, na fase de treinamento, se ele teve algum problema e tudo. Quando o Shogun lutou comigo, talvez ele tenha vindo mais preparado, ou talvez estivesse com aquela vontade de ganhar o cinturão, mas eu não sei. O Shogun é um grande atleta, naquele dia ele não se apresentou bem. Eu achava que o Jon Jones até poderia ganhar pelo estilo, pelo jogo deles, pelas regras do UFC, já que ele é um cara bom de quedas. Eu sabia que ele ia tentar quedar o Shogun, e que talvez o Shogun pudesse ter dado mais trabalho a ele se tivesse traçado uma estratégia um pouquinho diferente, mas eu não sei... Isso é uma coisa que a equipe tem que decidir com ele. Eu respeito o que aconteceu ali, não interfiro, mas eu acho que é por aí.

O que você acha do Jon Jones? Até então, dos atletas tops, ele só havia enfrentado o Ryan Bader. O que você achou dele como atleta, e essa subida que ele teve na carreira?

O Carlson (Gracie) falava isso: “gado bom não tem esse negócio, gado bom a gente vê no início”. Às vezes o cara não precisa ser muito experimentado, porque às vezes o cara é bom. Eu penso do mesmo jeito. Eu vi e disse que esse cara tinha potencial para chegar. Mas, como a gente disse, essa categoria é muito disputada e é difícil a gente falar se o cara vai ficar muito tempo, se não vai ficar... Quando eu ganhei, todo mundo dizia que eu ia ficar muito tempo. Mas acontece que você vira um alvo, você passa a ser muito estudado, você é muito perseguido, todo mundo quer te vencer. É difícil falar, mas é lógico que ele tem qualidades físicas e técnicas para se manter por muito tempo. Nós, como adversários dele, temos que estudar o melhor jeito de vencê-lo, porque ele é muito forte fisicamente.

Muita gente já chegou a falar que o seu jogo é o único que seria capaz de derrotá-lo. O que você acha disso?

Quando passa por um estudo da luta, porque ele vai me estudar também, e ninguém sabe como ele vai se portar diante de tudo isso, eu tenho certeza que ele tem uma grande equipe por trás dele, então muitas qualidades se equivalem, se equilibram. Acho que o meu estilo é bem diferenciado da maioria das pessoas, e acredito muito no meu estilo, mas é uma coisa que, com toda a sinceridade, eu não tenho pensado nesse momento. Eu tenho pensado no meu foco, até porque eu estou em outra situação, não estou em uma situação de disputar um título, não no momento. Tudo pode mudar em uma questão de dias, mas não é o que vem acontecendo agora. O próximo passo que a gente vai dar é o Couture, o próximo passo é o mais importante para mim.

Você venceu uma vez e o Shogun te derrotou depois. Ainda está nos seus planos fazer uma terceira luta com ele?

Lógico. Eu acho que uma luta entre nos só faria sentido se tivesse um cinturão, porque são dois brasileiros... Tem muita gente para a gente enfrentar ainda. Tem o Ryan Bader, o Phil Davis, uma porrada de gente, o próprio Jon Jones, Rashad, Rampage, tem um monte de gente que a gente pode lutar e lógico que toda luta é bem vinda, mas se a gente pudesse fazer uma disputa de cinturão, seria bem melhor, até pela mídia mesmo, para todo mundo do MMA. Seria uma luta com um gosto diferente. A gente está preparado para qualquer luta, qualquer situação, mas é uma coisa que eu acho que seria muito melhor se valesse um título.

Até cogitaram o Anderson contra o St. Pierre, mas depois dessa performance, já cogitaram o Anderson contra o Jon Jones. Você acha viável essa luta?

Eu acho que sim. Eu acho que é uma luta dura. O Anderson é um cara que domina muito a parte de luta em pé, eu acredito que o Jon Jones não vai ter toda essa facilidade de encaixar todos esses golpes, mas isso vai muito do Anderson, porque eu venho falando com ele e ele não tem muito essa ambição de subir de categoria. Ele não quer se meter em confusão, mas é uma coisa de cada um.

Você está mais fino... Como está essa parte de peso?

Olha, eu estou com 95, 96kg, estou variando. O meu peso normal é 97, 98kg, mas eu perdi muita gordura com o treinamento que a gente vem fazendo, mas eu já estou no peso praticamente da luta. Vou tirar mais uns dois quilos no máximo.

O que a gente pode esperar o Lyoto esse ano?

Com certeza, mais vontade e determinação. Eu sempre mostrei isso, sempre busquei as coisas através do meu esforço, e não vai ser diferente. Acho importante a gente sempre tentar mostrar A gente tem que se tornar um exemplo para essa juventude que está chegando, com bastante treino, bastante disciplina e respeito, que assim a gente vai chegar a todos os lugares bem.

O que você achou da compra do Strikefore pelo UFC? Como você vê os atletas da sua categoria no Strikeforce?

Eu acho que a compra do Strikeforce, para o UFC, foi bom, mas, para o esporte em geral, acho que não foi tão boa. Dizia um filósofo: “se você quer crescer, peça a Deus um concorrente”. Então esse concorrente vai te fazer crescer, assim como nós, atletas. Se você tem um cara que pode fazer frente a você, você pode crescer, então acho que para o esporte em geral talvez não tenha sido bom, apesar de o UFC estar fazendo muitos eventos. Acho que é sempre importante ter alguém em paralelo.

Os eventos no Japão já não estavam muito bem, tinham se enfraquecido. Como você vê a situação agora, após os tsunamis e terremotos?

Eu tenho família lá, tio... Está todo mundo bem, ninguém foi afetado diretamente, mas os eventos do Japão, com isso que aconteceu, deu uma baixada. Agora é esperar e ver se levanta alguma coisa diferente. Eu não quero pensar só em mim, porque tenho trabalho, mas tem muita gente que não, tem muita gente que vive disso, que quer viver do esporte e precisa ter um concorrente para que possa dar oportunidade para essas pessoas.

WGT HIKARI NO CAMPEONATO ESTADUAL DE JIU-JITSU


Acontece no dia 16/Abril em Natal/RN a 1ª etapa do campeonato estadual de Jiu-Jitsu e a equipe de Currais Novos está focada para essa competição, tendo em vista que nas edições anteriores o time se deu muito bem. E esse será o objetivo de nossa academia ir e fazer o melhor colocar em prática o que aprendemos durante dias de treinamentos.

Nós não ficamos em casa, partimos para a luta.

RICKSON GRACIE PRESTIGIARÁ LUTA DE KRON NA ITÁLIA

O BJJ Professional Cup terá grandes lutas, mas o evento também terá atrativos do lado de fora. O principal deles será a presença marcante da lenda do Jiu-Jítsu Rickson Gracie, que irá prestigiar seu filho Kron, que fará contra Yan Cabral uma das principais lutas do show. Bernardo Faria e Abi Rihan também fazem um dos duelos mais importantes do BJJ Cup.

O evento, cuja premiação total será de 60 mil euros, acontece nos dias 13, 14 e 15 de maio, no estádio Lauretana Forum, na cidade de Biella, na Itália. A competição é aberta a todas as academias do mundo. As inscrições terminam no dia 5 de maio, mas os atletas que se inscreverem até o próximo dia 15 terão um preço promocional de 100 euros. Após essa data, o valor pula para 120 euros. O BJJ Professional Cup também vai contar com lutas femininas. Entre os nomes confirmados está o de Gabi Garcia, campeã mundial da Alliance.
Tatame

Quem é o invicto próximo rival de Anderson Silva no UFC Austrália

Ex-campeão dos médios e referência no MMA internacional, Anderson Silva estará de volta ao octógono em 2019. Com luta acordada verbalme...