terça-feira, 21 de setembro de 2010

KARATECA DE 44 ANOS DEIXA CIÊNTISTAS CURIOSOS

Após driblar as drogas, Ciça Maia, atleta de 44 anos, vira objeto de estudo, com frequência cardíaca surpreendente e velocidade de reação melhor que a dos homens.
Um perfil físico que remete a histórias de super-heróis e chega a intrigar cientistas e pesquisadores da saúde. Assim pode ser definida a definição da carreira de Maria Cecilia de Almeida Maia, a Ciça do Karatê. Pouco lembrada, para não dizer esquecida, a lutadora chega aos 44 anos com um desempenho superior ao de muitas atletas mais jovens. À sombra do sucesso, a tricampeã mundial se torna objeto de estudo. O motivo? A jovialidade de uma garota.
Apesar da idade avançada para a modalidade, Ciça luta até hoje nas categorias livre e peso médio (55kg a 61kg). E é justamente este fato que deixa os pesquisadores da Escola de Educação Física do Exército e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EsEFEx) sem entender o que se passa com o corpo da atleta.
- Um fato que sempre nos chamou a atenção é como ela tem uma frequência cardíaca menor que a de meninas muito mais novas. E outro: como a velocidade de reação dela é tão mais rápida que a dos homens, essa questão do reflexo. Não é a toa que ela chegou cinco vezes à final do mundial - disse o instrutor de lutas da EsEFEx e um dos que estudam o caso, Capitão Pedro Ivo.
Outro fato curioso é que, mesmo em um esporte de tanto contato físico, Ciça, que compete há 25 anos, nunca sofreu uma lesão. Mas a vida da atleta nem sempre foi de pontos positivos. Além dos problemas de falta de patrocínio e das dificuldades no meio esportivo, Ciça sofreu durante a infância e a adolescência.

Vida complicada desde a infância
Filha de Ângela Augusta de Almeida, uma diarista mãe de sete filhos que hoje tem 65 anos, Ciça nem chegou a conhecer o pai. Aos 7 anos, morou na rua por um tempo, quando sua família foi despejada da casa onde morava, no Centro do Rio de Janeiro, por falta de pagamento. Sem condições de criar os filhos, Ângela deixou as crianças com uma vizinha, que se solidarizou com a história. Mas Ciça, com seu comportamento rebelde, não se adaptou e deixou a casa. Foi morar então com outra família, onde permaneceu por 11 anos. Lá, cuidava de uma criança. Certo dia, ao buscá-la na creche onde estudava, foi convidada a trabalhar lá. Com seu primeiro salário, se inscreveu em uma academia, onde conheceu o Karatê.
Quando cheguei lá e vi aquilo falei: 'É isso que eu quero”. Assisti à primeira aula numa sexta-feira, voltei com um quimono emprestado e me matriculei. Daí foi uma ascensão muito rápida. Em oito meses o treinador me botou para competir no Campeonato Carioca. Tive um desempenho que surpreendeu todos – conta.
Com os colegas dando apoio, Ciça foi convidada a integrar a seleção carioca para disputar um torneio em Minas Gerais. Lá, a “Trombadinha do Rio”, como era chamada, brilhou e ganhou a chance de disputar uma vaga na seleção brasileira. Quando atingiu esse nível, passou a se destacar também em competições internacionais.

Na linha tênue entre o sucesso e o fim
No entanto, o que parecia ser o ápice da carreira se transformou em pesadelo em pouco tempo. Ciça conheceu um italiano, com quem passou a dividir um apartamento. Certo dia, o companheiro sumiu de casa. A lutadora conta que só foi descobrir o seu paradeiro alguns anos depois. E a notícia que chegou não era nada animadora: o italiano, portador do vírus HIV, tinha morrido. Desesperada, Ciça foi buscar refúgio nas drogas e quase se rendeu ao mundo do crime. Mas foi no próprio esporte que encontrou a recuperação.
- Eu caminhava nessa linha tênue, era um precipício que estava do meu lado, mas eu cai no lugar raso e me salvei. Nos treinos, eu extravasava. Comecei a canalizar de uma maneira muito positiva toda essa minha raiva da vida. Poxa, por que logo comigo, que já tinha sofrido tanto? De uma certa forma, minha vida foi melhorando, fui conhecendo outras culturas e isso foi gerando em mim um sentimento de conquista - explica.
"Enquanto se respira e tem vida, podemos continuar sonhando, essa é a força que não me deixa desanimar" diz Ciça Maia. Focada no sucesso, voltou a conquistar vitórias, títulos e amigos. Mas o reconhecimento parece nunca ter se aproximado muito da lutadora. Mesmo tricampeã mundial (92, 98 e 2008), pentacampeã sul-americana, tetracampeã pan-americana, 13 vezes campeã brasileira, 13 vezes estadual, campeã dos Abertos de Paris, África do Sul e Angola, ela não perde a humildade. Aliás, perder é um verbo que a atleta tenta não conjugar. Foram apenas três Brasileiros perdidos em 25 anos de carreira.
A lutadora teve uma longa história também no Vasco. Defendeu a Cruz de Malta por dez anos. Com o fim da modalidade no clube, Ciça se diz decepcionada, mas não magoada com os cruzmaltinos.
- Quando você dedica suor, sangue, lágrimas, esforço e vê tudo indo embora é triste. Mas tenho um carinho muito grande pelo Vasco. Tenho gratidão por ter sido o único clube no Rio a abrir as portas e proporcionar a cada um de nós a possibilidade de sonhar - conta.
Hoje mãe de três filhos - todos lutadores de Karatê -, Ciça espera continuar lutando, apesar da idade. Para ela, ficar grávida não atrapalhou sua carreira. Pelo contrário, foi um incentivo.
- É engraçado, porque depois que tive meus filhos senti que meu rendimento melhorou muito. Foi como a quebra de um mito. Acho que é porque melhora muito a cabeça - argumenta.
Vencedora na vida e nos tatames, Ciça tem planos de encerrar a carreira em breve. A intenção é de se tornar treinadora e voltar a estudar, já que parou ainda no primeiro grau. Entre as opções, faculdades de Educação Física, Fisioterapia e Psicologia.
- Pena que perdi muito tempo. Mas enquanto se respira e tem vida, podemos continuar sonhando, essa é a força que não me deixa desanimar - conclui a vencedora lutadora.
Fonte: http://globoesporte.globo.com
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

EX-BBB IRÁ DISPUTAR CINTURÃO INTERNACIONAL.

Marcelo Zulu, que venceu recentemente no MMA em São Luis, no Maranhão, ganhou a chance de lutar pela primeira vez nos ringues internacionais. Segundo o empresário Thiago Okamura, o ex-BBB enfrentará o americano Brian Green pelo cinturão peso médio do Panama Fighting Championship, que acontece no dia 8 de outubro. “Essa é a primeira luta internacional de MMA do Zulu, que no passado competiu internacionalmente em sua modalidade de origem, a luta greco-romana”, conta o manager.
Tatame

MUSA DO BBB SE APAIXONA PELO MMA

Priscila Pires é a entrevista do “Total Shock” desta semana, programa do canal Combate. A ex-BBB contou para a repórter Viviane Ribeiro que começou a treinar Muay Thai há nove anos para combater uma depressão após a morte de sua mãe. Hoje, ela pratica MMA, quer aperfeiçoar o Jiu Jitsu e, sempre que pode, acompanha eventos de luta na TV. A entrevista vai ao ar nesta quinta-feira, dia 23, às 20h.
Tatame

BRASILEIRA É CAMPEÃ MUNDIAL DE BOXE

A boxeadora brasileira Roseli Feitosa, conquistou no sábado(18), a medalha de ouro no 6º Campeonato Mundial de Boxe Feminino, realizado em Barbados, no Caribe.
Na final da categoria até 81 kg, a atleta tupiniquim venceu a cazaquistanêsa Marina Volnova marcando 12:3, depois de quase nocautear em duas oprtunidades. Roseli triunfou em uma categoria cheia de feras que inclui a ex-campeã européia juvenil Lidia Futura, a vice-campeã mundial Maria Yavorskaya, a campeã asiática Li Yunfei, a campeã européia Luminita Turcin e a medalhista de bronze mundial Tyler Lord-Wilder, entre outras.
Meiaguarda.com

CHAEL SONNEN É PEGO NO ATIDOPING

O mundo do MMA acordou surpreso neste domingo, isso porque uma das revanches mais esperadas pelos fãs do UFC poderá ser adiada. Chael Sonnen, que enfrentaria Anderson Silva em janeiro de 2011, foi pego no exame antidoping do UFC-117, quando o norte-americano travou uma verdadeira batalha contra o brasileiro e após dominar todo combate foi finalizado há pouco mais de um minuto para o final do duelo.
 O anúncio foi feito na madrugada de hoje (19) por George Dodd, gerente da Comissão Atlética do Estado da Califórnia, que realizou o teste em todos os lutadores que participaram do UFC-117.
 "(Sonnen) recebeu o aviso ontem", disse Dodd, em declarações ao site norte-americano Sherdog.com.
 A substância proibida testada pelo Sonnen ainda não foi divulgada, mas caso o teste se confirme, a suspensão do lutador pode variar de seis meses até dois anos de gancho.

Redação Super Lutas

RAMPAGE PROMETE "CAÇAR" LYOTO.

Ex-campeão do UFC, Quinton Rampage Jackson quer retomar o caminho das vitórias para sonhar com uma nova chance pelo título, e o primeiro desafio de sua caminhada será Lyoto Machida, outro ex-campeão da categoria, na luta principal do UFC 123, que acontece dia 20 de novembro em Detroit, Estados Unidos. E Rampage já começou a fazer algo que sabe como ninguém: provocar.
“Se o Machida decidir me enfrentar, será uma luta emocionante do primeiro round até ele dormir. Porém, estou esperando que ele fuja de mim. Ele usaria ‘sneakers’ (tênis de corrida) se pudesse. Mas não se preocupe, eu vou caçá-lo de qualquer maneira”, garante Rampage, em entrevista ao site oficial do UFC, comentando a preparação para a luta. “Comecei o treinamento bem cedo e fiquei em forma desde a minha última luta, então o peso não será problema dessa vez. Cada minuto do treino estarei focado apenas na técnica, não mais em ficar em forma”.

Fonte: Tatame

DEMIAN E A LUTA CONTRA "GIGANTE" NO UFC.


Poucos dias depois de vencer Mário Miranda, o paulista Demian Maia já tem data para voltar ao octagon do UFC. Em entrevista à TATAME, Demian comentou a luta contra o “gigante” Kendall Grove, que mede 1,98m de altura, no TUF 12 Finale, dia 4 de dezembro. “O jogo em pé dele é complicado pela altura, é um jogo esquisito. Estando treinado ou não, é difícil estar acostumado a esse tipo de envergadura. No chão ele já ganhou finalizando várias lutas, é perigoso também. Tenho que estar com a estratégia certinha para essa luta”, analisa Demian. No papo, Demian falou sobre os treinos, contando com o reforço de Edinaldo Lula, campeão do WFE que mede 2,01m de altura, e analisou a categoria, comentando a recente derrota de Rousimar Toquinho para Nate Marquardt e uma possível revanche contra o americano, que o nocauteou em 2009.
Como está a sua preparação para essa próxima luta no UFC?
Está começando agora, fez três semanas que eu lutei e voltei de leve a treinar, na quarta-feira... Fiquei duas semanas e meia parado, um tempo maior, geralmente eu fico uns 10 dias para dar uma recuperada boa. Agora estou fazendo um ferrinho, Jiu-Jitsu, e vou começar agora o Boxe e o Muay Thai de novo.

O que te chama atenção no jogo do Kendall Grove?
Cara, ele é um cara que tem um jogo em pé complicado pela altura, é um jogo perigoso em pé. Estando treinado ou não, é um tipo de cara que é difícil você estar acostumado com esse tipo de envergadura, tem 1,98m. No chão, ele é um cara que já ganhou várias lutas finalizando, então... É um cara perigoso no chão e esquisito e perigoso também em pé pela altura. É um adversário perigoso e você tem que estar com a estratégia certinha para uma luta como essa.

Como você vai fazer para pegar um parceiro de treinos alto?
O Edinaldo Lula, que é campeão no WFE, é um cara que me ajudou muito para essa última luta e vai me ajudar agora, e ele tem 2,01m, se não me engano... Tem outras pessoas aqui em São Paulo também, mas lá em Salvador tem o Lula, então eu acho que isso não será surpresa.

Dois metros de altura significam muitos centímetros a mais de braços e pernas... Seus olhos já brilham com essa oportunidade (risos)?
É verdade (risos)... Tem esse lado bom, mas tem o lado ruim que é ser mais difícil de chegar lá.

Você é um cara do Jiu-Jitsu e sabe as complicações da vasinila na luta no chão. O Rousimar Toquinho acabou vacilando na luta dele e perdeu para o Nate Marquardt. O que você achou dessa confusão?
Cara, eu não sei, não dá pra saber. Não dá para saber se passou ou não, mas depois eu ouvi falar que ele não passou, mas há realmente atletas que fazem isso. Não sei se o Nate faria, eu acho que não, mas tem atletas que fazem isso e é óbvio que está errado, você está roubando, ainda mais com o Toquinho, que tem um jogo forte ali no pé. O próprio Toquinho falou que não teve isso depois, então foi mesmo um vacilo que aconteceu.

Como você está vendo a categoria no momento?
Eu acho que é a categoria mais complicada e embaralhada que tem, tem muita gente boa... Às vezes você pensa no meio-pesado que tem o Quinton (Rampage), o Rogério (Minotouro), Lyoto (Machida) e (Maurício) Shogun, pessoas que já criaram um nome forte e vieram do Pride, mas em termos de qualidade técnica, a minha categoria tem tanto quanto a de cima, apesar das pessoas serem mais novas no jogo ou estarem começando a ficar conhecidas agora.

O Nate está vindo de vitória e pediu por grandes lutas, citando o Belfort. Você tem vontade de pegar ele no futuro e vingar aquela derrota?
Cara, você sempre tem vontade de lutar com quem ganhou de você. Eu tenho vontade de lutar com ele, com o Anderson, mas não é uma coisa que eu fico buscando. Eu procuro lutar tranquilo, sem me preocupar com vingança.

Fonte: Tatame

Quem é o invicto próximo rival de Anderson Silva no UFC Austrália

Ex-campeão dos médios e referência no MMA internacional, Anderson Silva estará de volta ao octógono em 2019. Com luta acordada verbalme...